Blog Não Artístico. Este blog é exclusivamente para assunto de Entretenimento Religioso.

domingo, 17 de agosto de 2014

Papa Francisco e jovens da Ásia rezarão juntos na "Porta do Céu" na Coréia

SEUL, 17 Ago. 14 (ACI) .- O Papa Francisco e os seis mil jovens que participam da sexta Jornada Asiática da Juventude rezaram este domingo junto à chamada "Porta do Céu" no Castelo de Haemi, durante a Missa de encerramento deste evento que é uma das razões pelas quais o Papa Francisco realiza sua viagem a Coréia que conclui nesta segunda-feira 18 de agosto.
Assim confirmou o Comitê Preparatório da visita do Papa Francisco a Coréia dada a conhecer esta manhã (hora local) em que se explica que o altar para a Missa se levantou junto à "Porta do Céu" do Castelo do Haemi, o lugar por onde deviam passar "os milhares de católicos que foram assassinados ao final da dinastia Chosun" no século XIX.
Durante esse século os católicos da Coréia foram perseguidos pelas autoridades e, entre os anos 1790 e 1880, uns três mil fiéis foram presos na região de Naepo. A grande maioria deles foram executados sem nenhum tipo de processo legal.
Devido à falta de documentação da época, desse grupo só se obteve informação clara de 70 católicos martirizados.
O porta-voz do Comitê Preparatório da Visita do Papa à Coréia, Pe. Hur Young-yup, explicou que, embora haja 6 mil quão jovens estarão na Missa que terá início às 4:30 p.m. (hora local), espera-se a participação em total de 30 mil pessoas na Eucaristia.
Além disso, no altar da Missa poderão apreciar 23 cruzes, uma por cada uma das nações participantes da Jornada Asiática, que foram decoradas pelos jovens "para mostrar que a juventude da Ásia está unida".
As petições serão lidas em japonês, inglês, hindi e coreano; e está previsto que o Papa pronuncie sua homilia em inglês.

Logo depois da Eucaristia o Santo Padre voltará em helicóptero a Seul.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Os Cavaleiros de Colombo oferecem donativo de 1 milhão de dólares para minorias iraquianas perseguidas

O Cavaleiro Supremo diz que a situação no Iraque chocou a consciência do mundo
Por Redacao
ROMA, 13 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - A organização fraternal católica norte-americana Cavaleiros de Colombo anunciou nesta semana a criação de um fundo para ajudar as pessoas que estão enfrentando uma terrível e violenta perseguição no Iraque, em especial os cristãos e outras minorias religiosas do norte do país. A presença dessas minorias na região corre o risco de simplesmente ser extinta.
Os Cavaleiros de Colombo se comprometeram com um donativo inicial de 500 mil dólares, a ser complementado com mais 500 mil dólares em doações do público.
"A perseguição sistemática e a eliminação violenta dos cristãos do Oriente Médio, assim como de outros grupos minoritários, especialmente no Iraque, criou uma enorme crise humanitária", disse o Cavaleiro Supremo, Carl Anderson. "O papa Francisco pediu que o mundo reze e dê apoio às pessoas atingidas por esta perseguição terrível e nós estamos pedindo aos nossos membros e a todos os homens de boa vontade que orem por eles e apoiem os esforços de ajuda, doando para este fundo".
O Cavaleiro Supremo acrescentou: "Chocou a consciência do mundo o fato de que as pessoas estão sendo sistematicamente expurgadas da região onde as suas famílias viveram durante milênios. E tudo apenas por causa da sua fé. É imperativo nos solidarizarmos com eles em defesa da liberdade de consciência e fornecer a eles qualquer tipo de alívio que pudermos".
As doações podem ser feitas através do site www.kofc.org/Iraq.
A Knights of Columbus Charities (Obra de Caridade dos Cavaleiros de Colombo) é reconhecida pela Receita Federal norte-americana como organização de caridade e sem fins de lucro. Todas as doações levantadas pelos Cavaleiros de Colombo nesta atual campanha serão usadas em ações de assistência humanitária aos cristãos e a outras minorias religiosas perseguidas ou obrigadas a deixar as próprias casas no Iraque e região.
Os Cavaleiros de Colombo têm uma longa história de prestação de ajuda humanitária, que inclui ações beneficentes logo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, os tufões do ano passado nas Filipinas, os furacões Katrina, Rita e Sandy nos EUA, as inundações históricas no México e os tsunamis na Indonésia e no Japão.
Apoiar os cristãos perseguidos sempre fez parte das preocupações do grupo. Ao longo da década de 1920, os Cavaleiros de Colombo prestaram assistência humanitária e despertaram a consciência internacional a respeito da perseguição que a Igreja católica estava sofrendo no México.
Os Cavaleiros de Colombo são hoje a maior organização fraternal católica do mundo, com mais de 1,8 milhão de membros em todos os continentes.

Dedicados à caridade, os Cavaleiros de Colombo disponibilizaram no ano passado mais de 170 milhões de dólares e mais de 70 milhões de horas de trabalho em prol de causas beneficentes, ajudando de modo substancial as vítimas de vários desastres humanitários, da América do Norte até a Ásia.

Papa pede a ONU para intervir e por fim à violência no Iraque

Em carta enviada hoje a Ban Ki-moon, Bergoglio afirma que tais atos "não podem não despertar as consciências de todos os homens e mulheres de boa-vontade a ações concretas de solidariedade
Por Federico Cenci
ROMA, 13 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - “Ao renovar o meu apelo urgente à comunidade internacional para intervir e por fim à tragédia humanitária em andamento, encorajo todos os organismos competentes das Nações Unidas, especialmente os responsáveis pela segurança, a paz, o direito humanitário e a assistência aos refugiados, a prosseguirem seus esforços, em conformidade com o Preâmbulo e os artigos pertinentes da Carta das Nações Unidas.”
A voz do Papa Francisco chega a Nova York e estremece o Palácio de Vidro, sede da ONU. Mais um apelo do Santo Padre pelo fim do "sofrimento intolerável" dos cristãos no Iraque chega aos ouvidos de Ban Ki-moon, Secretário das Nações Unidas.
Na carta de hoje, o Papa disse que estava “com o coração apertado e angustiado” diante dos “dramáticos acontecimentos dos últimos dias no norte do Iraque”. As imagens dos cristãos e outras minorias religiosas curvados pela violência e perseguição dos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante provocam comoção no Santo Padre,  que afirma estar angustiado também pela “destruição de seus lugares de culto e do patrimônio religioso”.
Daí a decisão de enviar ao povo iraquiano o cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que já serviu no país como representante dos predecessores, Papa São João Paulo II e Papa Bento XVI. “Um gesto - reafirma o Bispo de Roma – “para manifestar a minha proximidade espiritual e expressar a minha preocupação, assim como de toda a Igreja Católica, com o intolerável sofrimento de pessoas que desejam somente viver em paz, harmonia e liberdade na terra de seus antepassados”.
Com "o mesmo espírito" com que confiou a missão ao cardeal Filoni, o Papa agora se dirige a Ban Ki-moon, para expor-lhe “as lágrimas, os sofrimentos e os gritos de desespero dos cristãos e das outras minorias religiosas na amada terra do Iraque”. E solicitar que prossigam “os esforços da ONU pela segurança, a paz, o direito humanitário e a assistência aos refugiados” no país.
Além disso, “os ataques violentos que têm se alastrado ao longo do norte do Iraque não podem não despertar as consciências de todos os homens e mulheres de boa-vontade a ações concretas de solidariedade”, que podem “proteger quantos são atingidos ou ameaçados pela violência e para assegurar assistência necessária e urgente a tantas pessoas deslocadas, bem como o seu retorno seguro às suas cidades e às suas casas”.
 A história é mestra de vida, assim, o Papa Francisco recorda “as trágicas experiências do século XX” que “obrigam a comunidade internacional, em particular através de normas e mecanismos de direito internacional, a fazer tudo o que lhe for possível para deter e prevenir novas violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas”.

(Trad.:MEM)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Declaração do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso sobre o Iraque

Todos devem ser unânimes em condenar com clareza esses crimes e denunciar o uso da religião para tentar justificá-los
Por Redacao
ROMA, 12 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - Apresentamos a seguir uma declaração emitida hoje pelo Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso:

***

O mundo inteiro assiste, assombrado, ao que agora é chamado de "restauração do califado", que tinha sido abolido em 29 de outubro de 1923 por Kamal Ataturk, fundador da Turquia moderna.
Apesar de a maioria das instituições religiosas e políticas muçulmanas contestarem essa "restauração", os jihadistas do Estado Islâmico ainda continuam cometendo atos criminosos indescritíveis.

O Pontifício Conselho, todas as pessoas envolvidas no diálogo inter-religioso, os seguidores de todas as religiões e os homens e mulheres de boa vontade só podem denunciar e condenar inequivocamente essas práticas vergonhosas:

- a matança de pessoas apenas por causa das suas crenças religiosas;

- a abominável prática da decapitação, crucificação e exposição de cadáveres pendurados em locais públicos;

- a imposição, aos cristãos e aos yazidis, do dilema entre a conversão forçada ao islã, o pagamento de imposto por não serem muçulmanos (jizya) ou o êxodo;

- a expulsão forçada de dezenas de milhares de pessoas, incluindo crianças, idosos, mulheres grávidas e doentes;

- o rapto de meninas e mulheres pertencentes ao povo yazidi e a comunidades cristãs, como butim de guerra;

- a imposição da prática bárbara da mutilação genital;

- a destruição de locais de culto e mausoléus cristãos e muçulmanos;

- a ocupação forçada ou a profanação de igrejas e mosteiros;

- a remoção de crucifixos e outros símbolos religiosos cristãos e de outras comunidades religiosas;

- a destruição do inestimável patrimônio religioso e cultural cristão;

- as violências abjetas que aterrorizam as pessoas e as obrigam a se render ou fugir.

Nenhuma causa pode justificar tal barbaridade; certamente não uma religião. Trata-se de um crime extremamente grave contra a humanidade e contra Deus, que é o Criador, como frequentes vezes disse o papa Francisco.
Não podemos nos esquecer, no entanto, de que os cristãos e muçulmanos têm vivido juntos, mesmo que com muitos altos e baixos, ao longo dos séculos, construindo uma cultura de cordialidade e uma civilização da qual estão orgulhosos. Além disso, é com esta base que, nos últimos anos, o diálogo entre cristãos e muçulmanos tem continuado e se aprofundado.
A situação dos cristãos, dos yazidis e de muitas outras comunidades religiosas e étnicas minoritárias no Iraque exige uma posição clara e corajosa por parte dos líderes religiosos, especialmente dos muçulmanos, dos envolvidas no diálogo inter-religioso e de todas as pessoas de boa vontade. Todos devem ser unânimes em condenar com clareza esses crimes e denunciar a invocação da religião para justificá-los. Do contrário, que credibilidade terão as religiões, seus seguidores e seus líderes? Mesmo depois de promover pacientemente o diálogo inter-religioso durante os últimos anos, que credibilidade haverá?
Os líderes religiosos também são chamados a exercer a sua influência sobre os governantes para ajudar a acabar com esses crimes, punir aqueles que os cometem e restaurar o Estado de direito em todo o país, garantindo que as pessoas expulsas retornem a casa. Recordando a necessidade de ética na gestão das sociedades humanas, estes mesmos líderes religiosos não podem deixar de salientar que o apoio, o financiamento e o armamento do terrorismo é moralmente repreensível.
Isto posto, o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso agradece a todos aqueles que levantaram a voz para condenar o terrorismo, especialmente aquele que usa a religião para justificá-lo.

Unimos a nossa voz à do papa Francisco: "Que o Deus da paz reforce todo desejo autêntico de diálogo e de reconciliação. Nunca se derrota a violência com a violência. A violência é vencida com a paz".

Enviado pessoal do papa viaja hoje para o Iraque

Visita acontece um dia após a nomeação do novo primeiro-ministro iraquiano
Por Redacao
ROMA, 12 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - O enviado pessoal do papa Francisco ao Iraque, o cardeal Fernando Filoni, parte hoje para o país devastado pela guerra. A viagem começa com atraso de um dia em relação ao planejado, devido a "problemas logísticos compreensíveis", informou o Vaticano.
O itinerário preciso da visita não foi divulgado por "razões de segurança", mas o cardeal, que já foi núncio no Iraque, deverá visitar o Curdistão iraquiano, onde se reunirá com os cristãos desabrigados e com as pessoas que estão ajudando a administrar a ajuda aos necessitados.
Filoni deverá visitar também a capital Bagdá.
Nesta segunda-feira, o presidente do Iraque pediu que o primeiro vice-presidente do parlamento iraquiano, Haider al-Abadi, formasse um novo governo e assumisse o cargo de primeiro-ministro. Embora bem-recebida pelos Estados Unidos, a decisão sofreu a oposição do primeiro-ministro Nouri Maliki, que declarou que a nomeação é uma "violação da constituição". Maliki disse que pretende apelar.
De acordo com a constituição do Iraque, Maliki permaneceria como primeiro-ministro durante os próximos 30 dias, até que o novo governo fosse formado.
Haider al-Abadi é membro do partido de Maliki. Nas últimas semanas, porém, o partido virou-se contra o primeiro-ministro.
Militantes do grupo Estado Islâmico (EI) fizeram conquistas substanciais no norte do Iraque ao longo dos últimos meses, forçando dezenas de milhares de cristãos e outras minorias religiosas a abandonarem as suas casas.

Ontem, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que não haverá solução militar americana para a crise e que só um governo iraquiano inclusivo poderia unificar a luta contra os extremistas, informou a BBC.

Líderes religiosos de Uganda pedem retorno da lei anti-homossexualidade

As alegações citam a necessidade para proteger o bem-estar, os valores e as crianças da nação africana
Por Redacao
ROMA, 12 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - Líderes religiosos de Uganda pediram a reapresentação no parlamento e a aprovação de uma lei que proíbe a prática homossexual no país.
Eles solicitaram à presidente do parlamento, Rebecca Kadaga, que seja reapresentada à mesa e em seguida aprovada uma lei anti-homossexualidade recentemente derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, conforme noticiou ontem a agência Anadolu.
Os defensores do retorno da lei se disseram prejudicados pela decisão judicial.
O pastor George Oduch declarou que a lei é necessária não só para ajudar a reduzir o financiamento e promoção da homossexualidade, mas também para "proteger o nosso povo, especialmente as crianças, de serem recrutados para esse estilo de vida desumanizador".
Kadaga disse que os ativistas favoráveis à lei já reuniram 207 assinaturas de membros do parlamento para colocar o tema novamente em votação.
A lei anti-homossexualidade determina a prisão perpétua para qualquer acusado de envolvimento em atos homossexuais, entre outras penas severas.
Em 20 de dezembro, o parlamento aprovou a lei que, posteriormente, foi assinada pelo presidente Yoweri Museveni. Em 1º de agosto, porém, o Supremo Tribunal de Uganda anulou o ato porque o parlamento tinha ficado aquém do quórum necessário durante a sessão de votação.
A legislação atraiu críticas de nações ocidentais que prestam ajudas à África. O presidente dos EUA, Barack Obama, foi um dos críticos. Mas os líderes religiosos do país africano afirmam que nenhuma quantidade de ajuda econômica pode ser comparada com os valores e com o bem-estar dos ugandeses.
O pastor Oduch disse ainda que "o momento é propício para que Uganda procure verdadeiros parceiros de desenvolvimento que valorizem o nosso povo e respeitem a nossa cultura" e apelou a "todos os membros do parlamento para que estejam presentes quando a lei for apresentada de novo, evitando controvérsias futuras".
Um líder religioso muçulmano, o xeque Edrissa Mbabali, também pediu que a presidente do parlamento reapresente o projeto a fim de proteger as crianças. Ele explicou que existe uma tendência, nas escolas do país, de homossexuais recrutarem crianças e oferecerem melhoras no seu bem-estar, o que atrai outras crianças à prática em internatos.

John Baptist Kauta, secretário-geral da Conferência dos Bispos Católicos de Uganda, disse ao Catholic News Service: "A nossa reação na Igreja é muito clara: nós não apoiamos a homossexualidade". A Conferência dos Bispos Católicos, porém, não apoia a pena de morte. Kauta explicou: "Os bispos não são a favor [da pena de morte]. Nós propomos a compaixão e acreditamos que os homossexuais podem mudar".

O compromisso da Igreja com os cristãos no norte do Iraque

Mons. Nona confia na ação de dissuasão dos mísseis americanos contra os jihadistas do Estado islâmico. O Grande Mufti do Egito, Shawki Allam, acusa os milicianos do Estado islâmico
Por Redacao
ROMA, 12 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - Milhares de cristãos continuam em fuga rumo ao extremo norte do Iraque por causa dos milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Quando chegam nas aldeias são acolhidos em casas, escolas, salas de catequese, que, porém, não são suficientes para atender o grande número de refugiados.
"Chegam aos milhares, com os carros ou a pé, necessitados de tudo, em uma busca desesperada por um lugar seguro”, explica à Agência Misna mons. Amel Shimon Nona, bispo caldeu de Mosul, que neste momento está comprometido em visitar as aldeias da governadoria de Dahuk, nas montanhas do Curdistão iraquiano. "São regiões – explica o bispo – que parecem ser mais seguras do que a planície de Nínive; por isso milhares de cristãos, mas também Yazidi, vão até lá".
Mons. Nona confia na ação de dissuasão dos mísseis americanos contra os jihadistas do Estado islâmico. "Realmente esperamos - disse - que os bombardeios americanos iniciados na semana passada possam deter o avanço". Que o avanço dos milicianos seja interrompido é também o desejo dos centenas de yazidis, que estão em sérios apuros. "Nós tentamos ajudá-los quanto pudermos, acolhendo-os e hospedando-os nas nossas aldeias”, diz o bispo de Mosul.

Palavras de condenação com relação ao Isis por sua vez, também vêm do mundo muçulmano. Conforme relatado pela agência Mena, o Grande Mufti do Egito, Shawki Allam, ataca os milicianos do Estado islâmico, acusando-os de "violar todos os princípios do Islã" e advertindo que "este grupo sangrento representa uma ameaça para o Islã e para os muçulmanos em todo o mundo". Seu apelo se dirige, portanto, a todos os árabes para que “lutem contra estes perigos”.

Ativistas pedem que o papa chame a atenção do mundo para a Coreia do Norte

Grupos enfatizam violações graves e generalizadas dos direitos humanos no país
Por Redacao
ROMA, 12 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - Grupos de direitos humanos que lutam pela justiça na Coreia do Norte publicaram uma carta de boas-vindas ao papa Francisco em sua visita à Coreia do Sul e pediram que ele chame a atenção do mundo para os graves abusos que ocorrem no país vizinho.
"Não há liberdade de religião na Coreia do Norte", escrevem eles. "O único Deus na Coreia do Norte é Kim Il Sung, Kim Jong Il e Kim Jong Un. Qualquer um que não acredita neles é perseguido, sofrendo execuções públicas e condenações aos campos de prisioneiros políticos".
O papa Francisco chega a Seul nesta quinta-feira para uma visita de quatro dias à Coreia do Sul.
Reproduzimos na íntegra a carta dos grupos de defesa dos direitos humanos na Coreia do Norte.

***

Boas-vindas ao papa Francisco na Coreia

Recebemos com todo o coração o papa Francisco na Coreia do Sul.

As palavras do papa Francisco, "O papa deve servir a todas as pessoas, especialmente aos pobres, aos fracos, aos vulneráveis", bem como as suas ações, inspiraram milhões de pessoas. Os trinta mil desertores norte-coreanos que residem atualmente na Coreia do Sul também foram impactados pelo amor do papa Francisco pela humanidade e perseveram apesar dos obstáculos que enfrentam.
A tragédia com o ferry Sewol deixou a Coreia do Sul em luto nacional. Como o papa Francisco tem pedido, nós, os desertores norte-coreanos, não nos esquecemos de rezar pelas vítimas e pelas suas famílias. Derramamos lágrimas pelos estudantes falecidos.
Inevitavelmente, o desastre do ferry Sewol nos lembrou de outra tragédia que está ocorrendo hoje na Coreia do Norte.
Assim como as vítimas da tragédia do Sewol, 25 milhões de norte-coreanos são impedidos de escapar da balsa chamada Coreia do Norte e continuam presos, aguardando lentamente a morte. Os norte-coreanos presos no regime gritam pela nossa ajuda. É comum que famílias inteiras na Coreia do Norte morram de fome e não tenham liberdade para se deslocar dentro do país. Infelizmente, muitos norte-coreanos que tentaram fugir do ‘ferry da Coreia do Norte’ correm o risco da execução pública ou de viver o resto da vida em um campo de prisioneiros políticos.
Além disso, não há liberdade de religião na Coreia do Norte. As pessoas da Coreia do Norte não podem acreditar em Deus nem em Jesus Cristo. O único Deus na Coreia do Norte é Kim Il Sung, Kim Jong Il e Kim Jong Un. Qualquer um que não acredita neles é perseguido, sofrendo execuções públicas e condenações aos campos de prisioneiros políticos.
O primeiro passo para se fugir da Coreia do Norte é atravessar a fronteira com a China. Mas quando esses norte-coreanos são pegos pela polícia chinesa, o governo chinês os repatria de volta para o regime. Os desertores norte-coreanos repatriados são então condenados por traição e executados publicamente ou enviados para os campos de prisioneiros políticos. Precisamos, portanto, fazer com que o governo chinês pare de repatriar os desertores norte-coreanos.
A Comissão das Nações Unidas de Investigação dos Direitos Humanos na República Popular Democrática da Coreia fez um apelo à comunidade internacional para tomar medidas imediatas contra as violações dos direitos humanos na Coreia do Norte, afirmando: "Os crimes do regime da Coreia do Norte são tão assustadores quanto os dos nazistas". Navi Pillay, do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, afirmou que não devemos atrasar a ação, porque as violações dos direitos humanos na Coreia do Norte são graves e generalizadas.
Nós apelamos sinceramente ao papa Francisco.
Por favor, ore pelas pessoas da Coreia do Norte, pelos desertores norte-coreanos perdidos na China e pelos duzentos mil prisioneiros dos campos de concentração de presos políticos na Coreia do Norte, para que eles fiquem livres da ditadura e da opressão, desfrutem da liberdade e vivam como seres humanos. Peça também, por favor, a atenção do planeta para os direitos humanos na Coreia do Norte, de modo que muitas pessoas no mundo se conscientizem da situação dos direitos humanos na Coreia do Norte. Por favor, mande uma mensagem forte sobre a liberdade de religião ao regime norte-coreano, para que o coração de muita gente na Coreia do Norte seja aliviado. Por fim, pedimos a sua forte oração pela reunificação da Península Coreana e pela liberdade do povo norte-coreano.

Nosso sincero agradecimento.

Atenciosamente,

Associação Cristã Norte-Coreana
Centro PEN de Escritores Norte-Coreanos no Exílio
Rádio Reforma da Coreia do Norte
Comitê para a Democratização da Coreia do Norte
Fórum da Juventude pela Democratização da Coreia do Norte
Aliança de Jovens Desertores Norte-Coreanos pelos Direitos Humanos
Frente de Libertação do Povo da Coreia do Norte
Centro de Estratégia da Coreia do Norte
Sociedade de Camaradas Sungwei
Associação pelo Sucesso da Reunificação Coreana (PSCORE)
Instituto Mundial de Estudos sobre a Coreia do Norte
Associação de Vigilância da Coreia do Norte
Intelectuais Solidários da Coreia do Norte
Rádio Coreia do Norte Livre
Guerreiros da Liberdade da Coreia do Norte
Associação Coreia do Norte Livre
Associação Coreana de Direitos Humanos dos Refugiados da Coreia do Norte
Associação dos Direitos Humanos das Mulheres Refugiadas Norte-Coreanas
Associação dos Desertores Norte-Coreanos

Associação Hana de Mulheres

Cardeal Filoni: Cristãos iraquianos precisam sentir que a Igreja está com eles

VATICANO, 12 Ago. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- O Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, assinalou que os cristãos iraquianos precisam saber que a Igreja Universal está com eles, que não os abandona, e por isso sua missão será levar a estes povos a proximidade e a ajuda do Papa Francisco, “provavelmente gostaria de estar ali, em meio a este pobre povo”.

Em uma declaração antes de sua partida ao Iraque, o Cardeal recordou que “O Papa já manifestou várias vezes a sua sensibilidade em relação à situação atual no Iraque, onde muitos cristãos, e muitas outras minorias, estão fugindo da perseguição”.

O Cardeal Filoni recordou que “fala-se de um milhão de pessoas desalojadas, em busca de um lugar seguro para sua vida e seu futuro”.

“Senti vivamente a solicitude do Papa, senti que ele mesmo provavelmente gostaria de estar ali, em meio a este pobre povo. Ele me confia este papel para que eu leve pessoalmente este carinho, este amor profundo, a solidariedade que ele sente por estes pobres de hoje”, expressou na declaração publicada nesta segunda-feira na Rádio Vaticano.

Nesse sentido, explicou que se trata de uma missão de ânimo, de confiança, “ajuda espiritual, moral e psicológica”.

“Nós entendemos que estes cristãos, depois de tantas dificuldades, pensem que o Iraque não seja mais o seu país. Tradicionalmente, no Iraque convivem muitas realidades: é um país acolhedor, no qual historicamente, em centenas de anos, minorias e maiorias conviveram. Seria uma pena, hoje, perder esta riqueza”, afirmou.

O Prefeito reiterou que sua presença procura “encorajar psicologicamente os cristãos, dizer que existe futuro para eles. Eles devem saber que a Igreja está com eles, que não os abandona, que os considera preciosos nesta terra, para que tenham confiança neles mesmos e nas relações que estabelecerem”.

“O Papa está consciente disso tudo. Assim sendo, a minha missão será sensibilizar ainda mais as autoridades, recomendando-lhes o bem de nossos povos e, ao mesmo tempo, estudar como ajudá-las concretamente nesta situação e no futuro próximo. Além disso, vou agradecer todos – autoridades, organizações eclesiásticas e não eclesiásticas – pelo que estão fazendo em favor desta população. Acredito - resumindo - este que é o aspecto que tem que ver um pouco com minha missão”, concluiu.

VÍDEO: Míssil do exército ucraniano destrói igreja ortodoxa em Donetsk

ROMA, 12 Ago. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Um míssil do exército ucraniano atingiu e queimou a igreja ortodoxa da província oriental de Donetsk (Ucrânia), onde continuam os combates entre os milicianos pró-russos e as forças armadas de Kiev.

Conforme informou o site da administração diocesana da cidade de Górlovka, o fato ocorreu na quinta-feira passada, sem deixar vítimas.

Tratava-se de um templo de 23 metros de altura construído em 2008 com madeira de pinho e sem nenhum prego. Ao lado do edifício localiza-se um parque infantil.

No final de julho a igreja já tinha sobrevivido a um atentado quando mísseis ucranianos caíram em seu território, a vários metros de distância do edifício e do parque infantil. As explosões causaram danos à escada e à fachada do templo e quebraram os cristais das janelas.

Conforme se informou, outras Igrejas também foram destruídas desde o início dos combates entre os rebeldes e o governo ucraniano no leste do país. Inclusive, segundo o site 
pravmir.ru, cinco clérigos ortodoxos foram assassinados.

Diante destes fatos, a Igreja ortodoxa da Rússia pediu às autoridades ucranianas que deem segurança aos sacerdotes e aos santuários, e que não os sacrifiquem “em homenagem ao ódio".

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Vídeo do Papa aos coreanos

O Santo Padre diz que, especialmente aos jovens, levará "o apelo do Senhor" durante sua visita apostólica
Por Redacao
ROMA, 11 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - Poucos dias antes de sua partida para a viagem apostólica a Coréia, o Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo para os coreanos. O vídeo foi transmitido pela rede de televisão KBS.
Assim, o Santo Padre apresenta sua mensagem: “Dentro de poucos dias, com a ajuda de Deus, estarei com vocês na Coreia. Agradeço desde já pela sua recepção e convido todos a rezarem comigo para que esta viagem apostólica dê bons frutos para a Igreja e a sociedade coreana".
Papa Francisco utiliza as palavras de Isaías em Jerusalém: “Levanta-te, resplandece”, e explica: “É o Senhor que os convida a acolher a sua luz, a acolhê-la em seus corações, para que reflita em uma vida plena de fé, de esperança e de amor, repleta da alegria do Evangelho”.
O Santo Padre recordou que a sua visita a Coréia ocorre por ocasião da Sexta Jornada da Juventude Asiática. Em especial aos jovens, diz o Papa, “levarei o apelo do Senhor: «Juventude da Ásia, levanta-te! A glória dos mártires resplandece em ti». A luz de Cristo ressuscitado brilha como num espelho no testemunho de Paul Yun Ji-chung e de 123 companheiros, todos mártires da fé, que proclamarei beatos no dia 16 de agosto, em Seoul”.
Os jovens que são "portadores de esperança e energia para o futuro", recorda o Papa, “são também vítimas da crise moral e espiritual de nosso tempo. Por isso, quero anunciar a eles e a todos o único nome que pode nos salvar: Jesus, o Senhor”.
Por fim, o Santo Padre destaca a importância dos idosos. "Queridos irmãos e irmãs coreanos - diz ele – a fé em Cristo criou raízes profundas em sua terra e deu frutos abundantes. Os mais idosos são custódios desta herança: sem eles, os jovens não teriam memória”.
“O encontro entre idosos e jovens é a garantia do caminho dos povos, conclui o Papa antes de conceder a benção-. E a Igreja é a grande família na qual somos todos irmãos em Cristo. Em seu nome, venho junto a vocês com a alegria de compartilhar o Evangelho do amor e da esperança”.

(Trad.:MEM)

Grupo parlamentar do Reino Unido monitora perseguição no Iraque



Revista de imprensa resume as informações sobre a situação no país em guerra
Por Redacao
ROMA, 11 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - O Grupo Parlamentar Panpartidário sobre Liberdade Religiosa Internacional, do Reino Unido, emitiu o seguinte relatório de acompanhamento sobre a perseguição religiosa no Iraque.
Os grupos parlamentares panpartidários são agrupamentos do parlamento britânico formados por políticos de todos os partidos políticos e das câmaras superiores e inferiores.
***
Perseguição religiosa no Iraque
A Sky News traz relatos de uma vala comum com cerca de 500 membros da etnia yazidi, que foram executados ou enterrados vivos por combatentes do Estado Islâmico (EI). Enquanto isso, o Christian Post reporta reivindicações de que os combatentes do Estado Islâmico têm decapitado crianças cristãs de modo sistemático. Deve-se ressaltar, porém, que ainda não há confirmação independente de nenhum destes relatos.
The Guardian informa que 20.000 yazidis sitiados pelos combatentes do Estado Islâmico puderam escapar do seu esconderijo nas montanhas após ataques aéreos dos EUA. Depois de fugirem inicialmente para a Síria, os refugiados foram escoltados de volta para o Curdistão iraquiano pelas forças curdas.
O Conservative Home apresenta um artigo de Luke De Pulford que critica fortemente a resposta do Ministério das Relações Exteriores aos ataques dos militantes do Estado Islâmico contra cristãos iraquianos. Mais de dois meses após a queda de Mossul, De Pulford destaca que nem sequer uma única declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores para condenar o massacre em andamento e a expulsão dos cristãos de Mossul e de Qaragosh.
A Comissão de Liberdade Religiosa emitiu um comunicado sobre os acontecimentos no Iraque em que afirma que, se não for controlada, a violência contra as minorias religiosas no país pode ter profundas implicações para a liberdade e para a democracia em todo o mundo. A comissão convoca o governo do Reino Unido a fornecer assistência às pessoas desabrigadas e destaca que os eventos no Iraque fazem parte de uma onda global mais ampla de perseguição religiosa.
The Times traz um artigo (restrito a assinantes) em que o arcebispo de Canterbury pede à Grã-Bretanha para "abrir as portas" para as centenas de milhares de refugiados que tentam escapar do avanço dos militantes islâmicos no Iraque. O artigo também contém um apelo do Grupo Parlamentar Panpartidário sobre Liberdade Religiosa Internacional, em nome de seu vice-presidente, Lord Alton de Liverpool, para que a Grã-Bretanha dê "toda a assistência" ao governo iraquiano e às milícias curdas Peshmerga

Patriarca Sako: situação dos refugiados piora e ação militar dos EUA decepciona



Cristãos do Iraque encaram duro dilema: resistir ou emigrar
Por Redacao
ROMA, 11 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - O patriarca caldeu da Babilônia destacou a extensão do drama dos refugiados no norte do Iraque, alertou para a escalada das necessidades humanitárias e disse que as dificuldades que os iraquianos enfrentam devem “empurrar as consciências a agir”.
Em comunicado divulgado neste domingo, o patriarca Louis Raphaël I Sako disse que o "nível do desastre é extremo" e que é preciso fazer mais para "secar as fontes dos recursos desses terroristas islâmicos".
Sako acrescentou que, nas aldeias cristãs próximas de Mossul e até as fronteiras da região do Curdistão, "as igrejas estão desertas e foram profanadas".
"Cinco bispos estão fora das suas dioceses, os padres e freiras tiveram que deixar as suas missões e instituições, abandonando tudo". Ele disse que as famílias também "fugiram com os filhos e deixaram todo o resto para trás!".
A situação dos cristãos iraquianos piorou com a expansão das forças do Estado Islâmico (EI) por toda a planície de Nínive. Em julho, o grupo terrorista tinha emitido um ultimato exigindo que os cristãos se convertessem, pagassem um imposto por serem "infiéis" ou encarassem a morte. Milhares de fiéis iraquianos fugiram de Mossul, a segunda maior cidade do país.
Em sua declaração, o patriarca Sako denunciou que as crianças e os idosos da região estão doentes e morrendo, junto com milhares de famílias em fuga que estão espalhadas pela região do Curdistão depois de terem perdido tudo.
Dado que os militantes do EI continuam avançando, a ajuda humanitária é insuficiente, afirmou Sako. 70.000 cristãos deslocados e outras minorias religiosas fugiram para Ankawa, um subúrbio de Erbil, onde estão procurando refúgio em igrejas e escolas ou vivendo em condições deploráveis ​​nas ruas e em parques públicos.
Com a escalada das necessidades humanitárias, o patriarca caldeu fez críticas à lentidão da coordenação internacional e à limitada eficácia da ajuda às milhares de pessoas que aguardam apoio imediato.
As igrejas estão fazendo tudo o que podem, mas Sako declarou que outras entidades devem fazer mais. A decisão do presidente Obama de dar apenas assistência militar para proteger Erbil "é decepcionante", disse ele, já que os militares não vão atacar o EI em Mossul e na planície de Nínive.
Como Obama já disse que tem interesse em impedir que os militantes islâmicos estabeleçam um califado no Iraque, muitos ainda esperam ação militar e humanitária concreta. Apesar do número crescente de ataques aéreos dos EUA, muitos afirmam que a operação é insuficiente para destruir as forças extremistas islâmicas.
O patriarca Sako também criticou o governo iraquiano. "Enquanto o país está em guerra, os políticos em Bagdá estão lutando pelo poder".
A BBC informou que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, tem sido criticado por suas políticas sectárias. Sua busca de um terceiro mandato contribui para aumentar a tensão.
O patriarca expressou a preocupação de que "no final Mossul não seja libertada, nem as aldeias da planície de Nínive", já que outros extremistas islâmicos de todo o mundo continuam se unindo ao EI.
O dilema das famílias de refugiados, segundo ele, é resistir ou emigrar. Se migrarem, ele se pergunta: "Será que eles têm os documentos e o dinheiro necessários?". E se ficarem, qual será o seu destino? As escolas vão ser reabertas? Eles vão conseguir reaver as suas propriedades, empregos e pertences?
Sako finalizou o apelo conclamando todas as pessoas e organizações a refletirem sobre essas questões e a tomarem medidas para ajudar o povo iraquiano.

V

Flag Counter