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sábado, 30 de agosto de 2014

Refugiados do Iraque necessitam ajuda internacional imediata para sobreviver no inverno

ROMA, 29 Ago. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- O verão está terminando e as baixas temperaturas se aproximam no Iraque. Neste contexto, Catholic Relief Service (CRS), a agência humanitária internacional dos bispos dos Estados Unidos, adverte que os refugiados iraquianos dependerão cada vez mais da comunidade internacional para satisfazer as suas necessidades.

O diretor de programação do Catholic Relief Service no Egito, Kris Ozar, esteve viajando constantemente a Erbil onde CRS está assistindo aos refugiados mais necessitados.

Ozar expressou a sua preocupação, já que a autoridades públicas não têm um plano para os deslocados internos.

"Ninguém sabe o que fazer neste momento, mas segundo dados das Nações Unidas, existem 1,2 milhões de deslocados internos", disse Ozar ao Grupo ACI. "Estas pessoas precisam de tudo, não só de roupa, água, alimentos, que são as necessidades essenciais. Devemos recordar que se aproxima o inverno e não podem dormir à intempérie".

Mais de 70 mil cristãos foram deslocados de Mosul, Bakhdida e outros povoados da província de Nínive para Erbil por causa do advento do Estado Islâmico, um califado recentemente estabelecido que perseguiu a todos os não sunitas em seu território, que se estende entre as faixas do Iraque e Síria.

Ozar se referiu a sua experiência em Erbil: "Vi dezenas de milhares de pessoas que dormem sob o céu aberto, cheios de temor. Dormem em condições higiênicas precárias e têm medo de tudo".


"Necessitamos recursos", destacou Ozar. "Necessitamos 7 milhões de dólares para poder proporcionar abastecimento e um refúgio, mas necessitamos que a comunidade internacional transfira imediatamente o dinheiro para poder continuar trabalhando. A ajuda se necessita agora".

O papa telefona para um sacerdote iraquiano do campo de refugiados de Ankawa

O religioso tinha enviado uma mensagem a Francisco através do aplicativo Viber

Por Robert Cheaib

CIDADE DO VATICANO, 29 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - "Uma carta de lágrimas": este foi o título que o pe. Behnam Benoka deu à carta que escreveu ao papa Francisco. O sacerdote explicou a ZENIT que aproveitou a presença do amigo jornalista Alan Holdren, no voo pontifício de volta da Coreia do Sul, para enviar a carta ao papa através do Viber, um aplicativo de mensagens para telefones celulares inteligentes. O jornalista transcreveu a carta em papel e o entregou ao Santo Padre.

No texto, o sacerdote se dirige ao papa dizendo: "Ao Santo Padre, nosso pastor misericordioso. Meu nome é Behnam Benoka, sacerdote de Bartella, uma pequena cidade cristã perto de Mossul. Sou vice-reitor do seminário católico de Ankawa. Mas hoje estou em uma barraca que montamos junto com uma equipe de médicos e voluntários para dar assistência médica aos nossos irmãos que estão desabrigados por causa da perseguição".

O pe. Behnam explica ao Santo Padre a trágica situação de centenas de milhares de cristãos: "Santidade, a situação das suas ovelhas é miserável. Eles morrem e têm fome. Seus pequenos têm medo e não aguentam mais. Nós, sacerdotes, religiosos e religiosas, somos poucos e tememos não conseguir responder às exigências físicas e psíquicas dos filhos deles, que também são nossos".

O sacerdote expressa ainda o seu reconhecimento ao papa Francisco pelos contínuos apelos que ele tem feito em prol dos irmãos perseguidos no Iraque: "Quero lhe agradecer muito, muitíssimo mesmo, por nos manter sempre no seu coração. Coloque-nos no altar em que celebra a missa para que Deus cancele os nossos pecados e tenha misericórdia de nós, e, talvez, afaste de nós este cálice".

A carta prossegue, manifestando temores e pedindo bênçãos: "Escrevo com as minhas lágrimas, porque estamos em um vale escuro no meio de uma grande alcateia de lobos ferozes. Santidade, tenho medo de perder os seus pequenos, em especial os recém-nascidos que, a cada dia, se cansam e se debilitam mais; temo que a morte leve embora alguns deles. Mande-nos a sua bênção para termos a força de seguir em frente e, quem sabe, resistir ainda mais. Com profundo amor, Behnam Benoka".

A resposta de Francisco não demorou. De volta à Itália, na manhã do dia 19 de agosto, o papa telefonou para o pe. Behnam expressando a sua profunda comoção com a carta recebida.

Conforme as declarações do sacerdote, o papa lhe manifestou a sua profunda gratidão pelo trabalho dos voluntários nos campos de refugiados.

Na conversa telefônica, o papa Francisco confirmou o seu pleno apoio e a sua proximidade dos cristãos perseguidos, prometendo que continuará fazendo todo o possível para dar alívio ao sofrimento deles.


Ao se despedir, o Santo Padre deu a bênção apostólica e rogou que nosso Senhor dê a esses irmãos o dom da perseverança na fé.

O Santo Padre ao pároco de Gaza: ser sal da terra

O padre Jorge Hernandez, argentino do Instituto do Verbo encarnado: Francisco nos encoraja a ser sal da terra em Gaza

Por Redacao

ROMA, 29 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - O Papa Francisco reuniu-se esta manhã com o Padre Jorge Hernandez, do Instituto Argentino Verbo Encarnado, pároco de Gaza. Durante o encontro, conversaram sobre os momentos dramáticos que estão vivendo estas semanas na Faixa.

O padre Hernández explicou em uma entrevista à Rádio Vaticano que o Papa Francisco sempre esteve perto deles, “enviou-nos um email e que traduzimos rapidamente para o árabe e assim chegou a toda a comunidade cristã, que agradeceu muito”, porque um pensamento desses em momentos assim “é um consolo enorme, um alívio”.

Também salientou a importância do convite do Papa para um encontro pessoal com ele, “para nos fazer entender, sentir sua proximidade, sua palavra, seu encorajamento para que sejamos – esta é a mensagem em síntese – sal da Terra em Gaza”.

E acrescenta que, se houve alguma palavra do Papa Francisco que lhe tocou de forma particular foi as do testemunho cristão. O Santo Padre disse-lhe que “o Evangelho exige sacrifícios, que Jesus Cristo nos pede em diferentes lugares. Alguns tem que testemunhar a Jesus Cristo ali, na terra que o viu sofrer, que o viu morrer, mas que também o viu ressuscitar. Portanto, força, coragem, adiante!”

Por outro lado, o sacerdote explicou na entrevista que o Papa Francisco "está ciente do fato de que somos uma minoria: falamos de 1300 (cristãos) em quase 2 milhões de pessoas, dos quais 136 são católicos". Ou seja, a paróquia do padre Hernandez tem 136 fiéis. Embora – acrescentou – as relações com os ortodoxos são muito boas.

O sacerdote do Verbo Encarnado analisou como o compromisso de Francisco pela paz na Terra Santa é visto também pelos não cristãos. "É um compromisso de vida, um compromisso existencial e concreto, para dizer que a paz é possível, que os dois povos podem viver em paz, testemunhando especialmente o Príncipe da paz, que é Jesus Cristo”. E acrescenta: “os frutos da peregrinação do papa Francisco já são palpáveis e serão mais no futuro: o fato de ter conquistado o coração das pessoas, de ter dado uma palavra boa para os dois Estados foi para nós uma graça enorme”.

Em relação à trégua recentemente alcançada, o padre disse que as pessoas, os paroquianos, "esperam que seja duradoura". E também esclarece que "é necessário entender uma coisa: uma guerra não é vencida por ninguém. Ninguém. As duas partes terão que pagar as consequências, uns de um modo e outros de outra”.


Finalmente, o Padre Jorge faz um apelo. “A paz é possível, a paz requer sacrifícios, requer o testemunho mútuo e o reconhecimento do próximo. Mas, é possível”. Além do mais, agradeceu todas as pessoas que mostraram sua proximidade, “especialmente aos doentes, que têm oferecido o seu sofrimento, rezando e implorando por esta paz".

Nossa Senhora da Caridade do Cobre é entronizada nos Jardins do Vaticano

A imagem da padroeira de Cuba é uma réplica da original feita em bronze

Por Redacao

CIDADE DO VATICANO, 29 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - Nossa Senhora da Caridade do Cobre já está nos Jardins do Vaticano. Com uma cerimônia celebrada às 9h da manhã de ontem, com meia hora de duração, a padroeira de Cuba foi colocada na área próxima ao Sino do Jubileu.

O Santo Padre não pôde estar presente. Participaram os cardeais Antonio Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto Divino, Giuseppe Bertello, presidente do governatorado do Estado da Cidade do Vaticano, e Tarcisio Bertone, ex-secretário de Estado. Mons. Fernando Vérgez Alzaga, secretário geral do governo da Cidade do Vaticano, os acompanhou.

Participaram também o embaixador de Cuba perante a Santa Sé, junto com a esposa, e dez bispos cubanos. Em total, estiveram presentes na entronização cerca de 60 pessoas.

Durante o ato, após a oração, o cardeal Bertone fez um breve discurso.

O papa Francisco tinha anunciado na audiência geral desta quarta-feira que os jardins do Vaticano receberiam no dia seguinte a imagem da Virgem da Caridade do Cobre, padroeira de Cuba. Francisco aproveitou para “saudar com afeto os bispos de Cuba, vindos a Roma para esta ocasião”, ao mesmo tempo em que lhes pediu “enviar a minha bênção a todos os fiéis cubanos”.


A pequena imagem guarda uma singular história de fé e devoção mariana. É uma réplica da imagem feita em bronze que foi colocada em uma ermida na Baía de Nipe, nordeste da atual diocese cubana de Holguín, nos anos 1950. A ermida marca o lugar em que, no ano de 1612, três mineiros de sal acharam a imagem flutuando nas águas sobre uma tábua com o letreiro “Eu sou a Virgem da Caridade”.

Ulemás: a violência do Estado Islâmico viola a sharia

Líderes muçulmanos declaram que as ações das milícias extremistas no Iraque e na Síria são contrárias à lei islâmica

Por Sergio Mora

ROMA, 29 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - A União Internacional dos Ulemás, liderada pelo influente pregador Youssef al-Qaradawi, do Catar, declarou nesta quarta-feira, 27 de agosto, que as ações do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria violaram a lei do islã.

"A matança de pessoas inocentes, muçulmanas ou não, por parte de grupos como as milícias do Estado Islâmico (EI) a pretexto de motivações confessionais repugnantes é um delito e viola a sharia". O comunicado foi publicado em Doha, onde reside Yousef Al-Qaradawi, líder do movimento.

Na França, diversas associações levantaram a voz, como a Organização da Cooperação Islâmica, principal porta-voz do mundo muçulmano em seus 57 países membros, que, durante o ataque das milícias do Estado Islâmico no final de julho, condenou “as ações terroristas e as ameaças proferidas pelo DAECH (sigla do Estado Islâmico em árabe) contra cidadãos cristãos inocentes em Mossul e Nínive, que tiveram que abandonar as suas casas”. Trata-se de “um crime que não pode ser tolerado” e que “não tem nada a ver com o islã nem com os seus princípios, que propõem a justiça, a caridade, a equidade, a tolerância e a coexistência”.

Foram feitos ainda outros pronunciamentos, como o da União de Organizações Islâmicas da França, que manifestou a sua solidariedade para com os cristãos perseguidos, e o Conselho Francês do Culto Muçulmano, que convidou seus fiéis “a reafirmarem o apreço pela liberdade religiosa e pelo respeito de todas as crenças de cada pessoa humana”. Esses comunicados, porém, ainda não são numerosos o suficiente.

Em 12 de agosto, o Vaticano pediu que sejam condenadas todas as ações violentas: “É necessário sermos unânimes na condenação sem nenhuma ambiguidade dos crimes que estão sendo cometidos no Iraque e denunciarmos a invocação da religião para justificá-los”, pronunciou-se o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, em comunicado oficial.

O Conselho Pontifício pediu que todas as pessoas comprometidas no diálogo inter-religioso, os seguidores de todas as religiões e os homens e mulheres de boa vontade "denunciem e condenem sem ambiguidade estas práticas indignas do ser humano".

Por outro lado, um documentário de um correspondente muçulmano da Vice News, que conviveu durante três semanas com as milícias do Estado Islâmico, registra um dos combatentes das filas de Abu Bakr Al-Bagdadi proclamando: "Nós somos os muçulmanos que querem que a sharia seja cumprida nesta terra. Juro por Deus, o único Deus que existe, que a única maneira de fazer cumprir a sharia é mediante as armas".


A ONU denunciou nesta quarta-feira a violência implacável do Exército Islâmico e a do regime de Assad contra os civis na Síria. No relatório, os analistas da ONU declaram que todas as partes em conflito estão recebendo vultosas quantidades de armas e munições dos seus simpatizantes no exterior e reiteram a necessidade de um embargo. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O niilismo e o genocídio dos cristãos

O grande grupo que é excluído das políticas e ações niilistas são os cristãos. Atualmente os cristãos são o grupo social mais perseguido em todo o planeta Terra.

Por Ivanaldo Santos

SãO PAULO, 26 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - A sociedade contemporânea é marcada por dois fortes, problemáticos e tristes fenômenos. Esses fenômenos são o triunfo do niilismo e o genocídio dos cristãos. O niilismo é uma expressão cultural, de origem filosófica, que desde o século XIX prega, com agressividade, que não existe nenhum valor ético, religioso ou princípio filosófico. Por causa disso, o niilismo defende a morte de Deus, a dissolução da Igreja, o fim da família, o fim da sociedade tradicional, herdada dos gregos antigos, e o abandono de qualquer ideia ou noção que possa representar algum principio ético e filosófico. O niilismo deseja criar uma sociedade pós-ocidental, pós-moderna, pós-cristã, pós-Igreja, pós-metafísica, pós-ética e pós-família. Como representantes da cultura niilista é possível citar, por exemplo, pensadores como: Marx, Freud, Nietsche, Heidegger, Foucault e Rorty.

Desde o século XIX e principalmente após a década de 1950 o niilismo faz muito sucesso entre a elite cultural, artista, política e econômica do Ocidente. Trata-se de uma elite que, em grande medida, se alto proclama como sendo pós-ocidental, pós-cristã e coisas semelhantes. Por causa disso essa elite fala, entre outras coisas, em democracia, em direitos das minorias, em direitos humanos e em pluralidade cultural.

Como consequência do avanço do niilismo no Ocidente vê-se, com frequência, políticas e ações sociais que valorizam, por exemplo, o uso das drogas ilícitas, o aborto e a união homossexual, mas, na contramão, poucas ações voltadas para a família e para a vida religiosa.

O grande grupo que é excluído das políticas e ações niilistas são os cristãos. Atualmente os cristãos são o grupo social mais perseguido em todo o planeta Terra. Da Ásia, da África, passando pelo Oriente Médio, pelos países governados por regimes totalitários, como a Coreia do Norte, China e Cuba, passando pelo círculo bolivariano (Venezuela, Equador, Bolívia, etc) até chegar as democracias liberais (EUA, Inglaterra, etc) os cristãos sofrem algum tipo de preconceito e de perseguição. Praticamente todos os dias são publicados notícias que dizem, por exemplo, que um grupo de cristãos fora queimado vivo, que outro grupo de cristãos forasumariamente fuzilado e outras coisas terríveis. Todos esses atos de barbárie e violência acontecem apenas porque essas pessoas são cristãs.

O auge dessa perseguição contemporânea aos cristãos, uma perseguição pós-ocidental, pós-moderna, etc; é o genocídio praticado contra os cristãos e contra outras minorias religiosas e étnicas no Oriente Médio. Esse genocídio acontece nos dias atuais e é praticado pelo Estado Islâmico (EI) e por outros grupos radicais e fundamentalistas que, dentro do Oriente Médio, desejam destruir totalmente os cristãos e as demais minorias. Atualmente no Oriente Médio é comum os cristãos serem fuzilados, crucificados, enforcados e degolados.

Dentro de toda essa triste realidade, o surpreendente é que a atual elite Ocidental, uma elite niilista, que se alto proclama de democrática e de pluralista, quase nada diz ou faz para proteger os cristãos massacrados no Oriente Médio e até mesmo os cristãos perseguidos em outras regiões do mundo. É surpreendente que a elite econômica e cultural do Ocidente gaste milhões e milhões de dólares em projetos ambientais e em campanhas a favor do aborto, mas fique quase que totalmente calada, paralisada diante das atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico e seus aliados contra os cristãos e outras minorias. 

Como adverte Richard Weaver as ideias têm consequências. Depois da elite ocidental se embriagar, por quase 180 anos, com as ideias niilistas, essa mesma elite fica chocada ao ver uma árvore ser derrubada, mas essa mesma elite não diz quase nada, pouco fala diante da perseguição aos cristãos em vários países do mundo e especialmente do genocídio dos cristãos no Oriente Médio.


É tempo de haver uma reflexão autenticamente crítica diante das ideias niilistas. Junto com essa reflexão, reconhecer que os cristãos são seres humanos portadores de direitos humanos e de dignidade e respeito Se as árvores precisam ser respeitadas, os cristãos massacrados no oriente Médio também necessitam ser protegidos e preservados. O niilismo criou um homem que paradoxalmente não pensa no próprio homem. Por causa disso, é tempo de criticar o niilismo e, com isso, passar a ver os seres humanos que realmente estão sofrendo e sendo vítimas de todas as formas de violência, de brutalidade, de tortura e de genocídio.

10 coisas que você precisa saber sobre os extremistas do Estado Islâmico

A começar pelo nome do grupo: afinal, é EI, EIIL, EIIS, ISIS, ISIL, Califado...?

© Baqiya Media
EIIL, EIIS, ISIS ou ISIL? Estado Islâmico ou Califado?

O grupo de extremistas islâmicos sunitas que está espalhando o terror por partes da Síria e do Iraque não causou apenas um rastro de morte e destruição, mas também muita confusão na cabeça das pessoas do mundo inteiro.

Para tentar esclarecer algumas dessas dúvidas, a edição norte-americana de Aleteia consultou analistas que vêm estudando o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), um dos vários nomes atribuídos ao grupo radical. Pela colaboração, agradecemos ao pe. Elias D. Mallon, diretor do Departamento de Assuntos Exteriores da Associação Católica pela Prosperidade do Oriente Próximo, sediada em Nova Iorque; ao jesuíta pe. Mitch Pacwa, do canal católico de televisão EWTN, dos Estados Unidos; e a William Kilpatrick, autor do livro “Christianity, Islam and Atheism: The Struggle for The Soul of The West” [“Cristianismo, islã e ateísmo: a luta pela alma do Ocidente”].

1. O que ou quem é o EIIL? Como ele surgiu?

O EIIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) é formado por extremistas sunitas, recrutados em todo o mundo de língua árabe e até em regiões externas a ele. Suas origens se conectam com Abu Musab al-Zarqawi, terrorista nascido na Jordânia.

"Al-Zarqawi foi para o Afeganistão como jihadista no final da década de 1980", explica o padre Mallon. "Lá, ele fundou a Organização para a Tawhid (proclamação da unidade de Deus) e para a Jihad e, em 2004, colocou essa organização sob a liderança da Al-Qaeda e declarou a guerra total contra os xiitas".

O Estado Islâmico (EI, outro dos nomes e siglas atribuídos ao grupo) foi muitas vezes chamado de “Al-Qaeda do Iraque” durante a Guerra do Iraque [nos anos 2000], explica uma nota da arquidiocese de Toronto. O grupo se proclama como um Estado independente que reivindica partes do Iraque, da Síria e do Líbano. Criado no início da Guerra do Iraque, o grupo tem como alvo principal os militares e os governos do Iraque e da Síria, mas assumiu também a autoria de ataques que mataram milhares de civis iraquianos. De acordo com estudos de agências de inteligência norte-americanas, o Estado Islâmico tem planos de tomar o poder e transformar esse território num estado islâmico fundamentalista.

Al-Zarqawi foi morto pela detonação de uma bomba norte-americana em 2006.

"Parece então que o EIIL é um desdobramento da Al-Qaeda do Iraque", observa o padre Mallon. "Mas a própria Al-Qaeda já criticou o EIIL por ser excessiva e indiscriminadamente violento, o que o colocaria no risco de perder apoio popular".

"Como ramo da Al-Qaeda, o EIIL segue a teologia wahabita do islamismo sunita, que surgiu no leste da Arábia nos anos 1740", destaca o padre Pacwa. "Sua obsessão é com o conceito da unicidade de Deus. Os primeiros wahabitas se revoltaram com as honrarias dedicadas ao profeta Maomé em seu túmulo na cidade de Medina. Por isso eles destruíram o túmulo completamente. A catequese deles na Arábia enfatizava a unidade absoluta de Deus e convocava todos os muçulmanos a se unirem a eles na aplicação desta doutrina ou, do contrário, a serem mortos".

O EIIL é hoje liderado por Abu Bakr al-Baghdadi, que se declarou "Califa" em 29 de junho deste ano. Se a constante alternação de nomes do EIIL é desconcertante, aplica-se o mesmo a Al-Baghdadi. Seu nome original é Ibrahim Awwad Ibrahim Ali al-Badri al-Samarra'i. Ele adotou seu atual “nome de guerra” em homenagem ao primeiro califa, Abu Bakr.

"Recentemente, Al-Baghdadi começou a se chamar de Abu Bakr al-Baghdadi al Husseini al-Qurayshi, sendo que os dois últimos nomes são uma tentativa de ligar a linhagem dele com a do profeta Maomé e com a tribo dos coraixitas", explica o padre Mallon. "Se ele é mesmo descendente do Profeta, isso deveria ficar óbvio em seu nome. Mais recentemente, ele passou a usar o título de ‘O Comandante dos Fiéis Califa Ibrahim’".

2. Por que surgiu o EIIL?

O pe. Mallon aponta dois motivos para o surgimento do EIIL:

“Motivo ideológico: difundir o islã e o domínio islâmico pelas terras do clássico Califado Abássida, que chegou a se estender até a Península Ibérica. O grupo mostra pouca compreensão da história axadrezada do califado. Neste sentido, o EIIL tende a um certo “romantismo”, mas de tipo incrivelmente brutal.

Motivo prático: muitos sunitas no Iraque e na Síria sentem-se marginalizados, tanto pelo governo alauíta de Bashar al-Assad em Damasco quanto pelo governo xiita de Nouri al-Maliki em Bagdá. Eu acho que muitos sunitas veem o EIIL como a única oposição eficaz, especialmente no tocante ao regime de Bagdá. Não tenho certeza, mas suspeito que a lealdade não vai muito a fundo”.

3. Qual é o objetivo do EIIL e a probabilidade de atingi-lo?

O objetivo do grupo é restabelecer o califado e ampliar ao máximo a hegemonia religiosa, política e militar islâmica, diz o padre Mallon. "Para conseguir isso, eles estão dispostos a violar os princípios tradicionais da guerra islâmica".

4. É um movimento global?

“Sim e não”, responde o padre Mallon. "É global porque apela a um público amplo de muçulmanos que compartilham a ideia romântica de um califado em que os muçulmanos governam tudo e todos. Mas não é um movimento global quando levamos em consideração que ele provavelmente não é sustentável em vários aspectos. Além disso, haverá oposição por conta do crescente desejo de democracia em muitos países muçulmanos. A democracia é a antítese dos califados, historicamente autocráticos. E os xiitas, em princípio, são contrários a um califado sunita mandando neles".

Prossegue Mallon: "Embora o EIIL use os métodos mais brutais e selvagens, seria um grave erro enxergá-lo como um grupo primitivo. Ele já se mostrou perturbadoramente sofisticado no uso dos meios de comunicação e das mídias sociais. Há relatos de uma loja em Istambul e de um site em que podem ser compradas camisetas com o logotipo do EIIL, além da faixa que nós vemos na testa dos combatentes do EIIL e de outras formas de propaganda. O New York Times estima que o EIIL seja o grupo terrorista mais rico do mundo, com centenas de milhões de dólares. A maior parte dessa riqueza vem dos bancos e das pessoas físicas que eles roubaram nas cidades saqueadas. Parece que eles têm evitado depender de fontes externas de financiamento, porque essas fontes poderiam ser facilmente bloqueadas".

5. Qual é a atitude do EIIL em relação com o cristianismo, em particular no Oriente Médio?

O pe. Mallon explica que a atitude do EIIL em relação ao cristianismo parece basear-se na crença de que todas as referências positivas aos cristãos no alcorão foram revogadas (por exemplo, a que chama os cristãos de "os mais próximos dos muçulmanos no amor"). Isto reduziria os cristãos a alvos de humilhação, aniquilação ou conversão forçada. "Mas esta posição não é muito difundida entre os muçulmanos em geral".

O pe. Pacwa explica que os wahabitas modificaram o ensino corânico tradicional em relação às outras religiões. "O alcorão ensina que os judeus e os cristãos fazem parte dos ‘povos do livro’, já que a sua bíblia inclui livros de ou sobre antigos profetas que o islã reconhece. Judeus e cristãos que se submeterem ao islã e pagarem o imposto da jizya para receber proteção dos muçulmanos estarão seguros. Mas o wahabismo ensina que os judeus e os cristãos de hoje em dia decaíram e não são mais considerados parte dos ‘povos do livro’. Eles são hoje iguais aos infiéis, ou ‘kufar’, em árabe, e a alternativa que resta a eles é converter-se ou ser mortos. O mesmo se aplica aos pagãos e aos ateus. Por incrível que pareça, os radicais também atribuem o status de infiéis aos xiitas e a todas as outras seitas do próprio islamismo, como a dos alauítas que governam a Síria. Isto explica por que eles atacam cristãos, xiitas, alauítas, yezidis e qualquer um que seja diferente dos wahabitas, que ensinariam a forma mais pura da unicidade de Deus".

6. Há muitos relatos de atrocidades cometidas contra os cristãos e outras minorias religiosas. O que se sabe com certeza?

O pe. Mallon diz que existem "testemunhos razoavelmente confiáveis ​​de atrocidades" cometidas pelo EIIL contra os cristãos, contra os sunitas moderados, contra os xiitas e contra outros grupos religiosos. "Muitos foram executados, mulheres foram escravizadas, etc.".

O pe. Pacwa acrescenta que a ideologia wahabita não explica as crucificações relatadas. "Decapitar crianças não é uma prática islâmica normal, nem ensinar aos filhos que as cabeças humanas são troféus. Se eles fossem loucos, a disciplina militar deles não seria tão boa. Aparentemente, eles escolheram uma escuridão tamanha de alma que até a Al-Qaeda já rejeitou o EIIL".

7. Os Estados Unidos ou a comunidade internacional poderiam tê-los parado antes? E agora?

O EIIL poderia ter sido enfraquecido pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional, acredita o padre Mallon, "mas eu não acredito que ele possa ser parado por agentes externos. Ele tem que ser parado de dentro da sociedade síria e iraquiana. Quando a população em geral se revoltou com a violência de Al-Zarqawi, o movimento dele perdeu força consideravelmente. Os apoiadores ideológicos ou românticos do EIIL parecem ignorar muito da história, dos fatos e até da moralidade islâmica. Mas eu acho que os apoiadores práticos e políticos são na maioria sunitas com graves e reais queixas contra os governos de Damasco e de Bagdá. Eu acredito que se as demandas desses sunitas fossem apresentadas de uma forma justa, equitativa e democrática, o EIIL perderia muito do apoio que tem hoje".

Esta é uma realidade que os governos ocidentais deveriam enxergar.

8. O Iraque está formando um novo governo. Qual é a relevância deste processo?

Formar um novo governo não é suficiente, opina o pe. Mallon. O Iraque tem que formar um novo tipo de governo, um governo livre de corrupção e de nepotismo, livre de divisões, "um governo de, por e para todos os iraquianos. Sem este novo tipo de governo, eu não acredito que o Iraque seja viável como país unificado".

9. Qual é o papel que as Igrejas podem desempenhar nesta crise humanitária?

Pe. Mallon: "As Igrejas cristãs do Oriente Médio estão numa posição de fraqueza, talvez na sua pior posição em todos os tempos. Mas elas podem fornecer assistência tanto material quanto espiritual para quem está sofrendo. As Igrejas podem dar um poderoso testemunho da necessidade de justiça. As Igrejas têm a capacidade de espalhar informação não partidária por todo o planeta. As Igrejas poderiam ter um papel de conciliadoras. Os árabes cristãos, normalmente, são pessoas educadas e altamente qualificadas. Eles poderiam fornecer o arcabouço teórico para a emergência da sociedade civil e das estruturas democráticas na região e funcionar como agentes de reconciliação. Se essas possibilidades vão se concretizar é uma questão em aberto, que parece distante, futura. Mas o futuro é o lugar onde vive a esperança...".

10. Afinal de contas, qual é o nome do grupo?

Inicialmente, a mídia ocidental se referiu ao grupo extremista com a sigla EIIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria), traduzida para cada idioma ou mantida em inglês (ISIS). Depois, passou-se a usar a sigla EIIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante), porque a região historicamente conhecida como Levante abrange também o Líbano, outro país em que o grupo reivindica territórios. Em seguida, o próprio grupo passou a se denominar apenas Estado Islâmico (EI), não mais se restringindo à região do Iraque, da Síria e do Líbano e dando a entender, portanto, que as suas ambições de domínio são mais abrangentes. Finalmente, no dia 29 de junho deste ano, o líder do grupo se proclamou califa e afirmou ter restabelecido o califado, passando a adotar este termo para se referir aos territórios que o grupo foi dominando. Como a existência de fato do califado é amplamente questionada, a imprensa e os estudiosos preferem continuar a chamar o grupo de EIIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) ou apenas de EI (Estado Islâmico).

http://www.aleteia.org/pt/mundo/artigo/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-os-extremistas-do-estado-islamico-5905930080223232?

Líder judeu denuncia indiferença mundial diante da perseguição dos cristãos

NOVA IORQUE, 27 Ago. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- O líder do Congresso Internacional Judeu, Ronald S. Lauder, criticou a apatia mundial ante a perseguição dos cristãos no Oriente Médio e em outras partes do planeta, indicando que mais países deveriam atuar a respeito.

Em um editorial publicado no jornal norte-americano The New York Times, Ronald S. Lauder assinalou que “a indiferença geral ao ISIS (Estado Islâmico do Iraque e Síria), com suas execuções em massa de cristãos e sua preocupação mortal com Israel, não está somente mal, é obscena”.

“O povo judeu entende muito bem o que pode acontecer quando o mundo está calado”, disse. “Esta campanha de morte deve ser detida”.

Lauder criticou que enquanto a comunidade internacional correu para defender outras minorias da perseguição em outros conflitos, e protestou pelos ataques de Israel contra Hamas, quando a organização é conhecida por estar usando civis como escudos humanos, “o massacre bárbaro de milhares de cristãos é tomado com relativa indiferença”.

Assinalando uma série de ofensas contra “comunidades cristãs que viveram em paz por séculos” no Oriente Médio e partes da África, lamentou a falta de ação.

Lauder também assinalou que recentemente, grupos militantes na Nigéria “sequestraram e assassinaram centenas de cristãos”, e que meio milhão de “cristãos árabes foram expulsos da Síria durante os mais de três anos de guerra civil”, e enfrentaram perseguição e assassinato no Líbano, Sudão e em outras partes.

“Os historiadores logo olharão para trás neste período e se perguntarão se as pessoas tinham perdido o seu rumo”, alertou.

O líder judeu também assinalou que a organização internacional se manteve em sua maior parte quieta sobre “a onda de terror tipo Nazista que está rondando pelo Iraque”.

Adicionalmente, disse, as celebridades e figuras públicas não falaram da perseguição, e se perguntou “por que a matança dos cristãos não parece ativar as suas antenas sociais?”.

Em sua carta, Lauder elogiou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por “ordenar ataques aéreos para salvar dezenas de milhares de yazidis”, mas lamentou que não foram suficiente para fazer frente aos recursos econômicos e força militar do Estado Islâmico.

O líder judeu disse que o Estado Islâmico é “provavelmente o grupo terrorista mais rico no mundo”, e assinalou que “onde realmente se sobressai é na sua carniçaria”, onde “apontou sem piedade os xiitas, curdos e cristãos”.

“Eles realmente decapitaram crianças e puseram as suas cabeças sobre estacas”, disse, citando um relatório da CNN sobre a violência em Mosul (Iraque).

“Mais crianças estão sendo decapitadas, mães estão sendo estupradas e assassinadas e os pais estão sendo pendurados”, lamentou.

Lauder reiterou uma promessa prévia que fez em junho, de que ele “não ficaria calado diante da crescente ameaça do anti-semitismo na Europa e no Oriente Médio, não permanecerei indiferente ao sofrimento cristão”.

As pessoas boas de todos os credos, mas particularmente cristãos e judeus, continuou, “devem unir-se e deter esta repugnante onda de violência”.

Lauder destacou que as duas religiões compartilham “muito mais que a maioria das religiões”, incluindo uma Bíblia e um “núcleo moral e ético”.

“Agora, tristemente, compartilhamos uma forma de sofrimento”, acrescentou.

“Os cristãos estão morrendo por causa das suas crenças, porque estão indefesos e porque o mundo é indiferente ao seu sofrimento”.


Lauder pressionou as pessoas de todo o mundo a agir. “Não é como se fôssemos impotentes”, disse, indicando que estava escrevendo “como um cidadão do poder militar mais forte sobre a terra”, assim como “um líder judeu que se preocupa com meus irmãos e irmãs cristãs”.

Da Europa ao Oriente Médio, todos armados para evitar o desaparecimento dos cristãos"

A descoberta do Conselho Militar siríaco, um grupo armado de voluntários caldeus e assírios que se opõe ao avanço dos islamistas na Síria e no Iraque

Por Federico Cenci

ROMA, 27 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - São impactantes as últimas notícias divulgando as hordas de jovens europeus que decidem juntar-se à jihad no Oriente Médio. Notícias que causam preocupação, dando uma imagem do Velho Continente reduzido agora a mera expressão geográfica, arrastado pela secularização e contaminação ideológicas. Uma pesquisa publicada no último domingo, 24 de agosto, nos jornais suíços Le Matine Dimanche e SonntagsZeitung, no entanto, atesta também uma realidade diferente.

É o chamado Conselho Militar Siríaco (CMS), um grupo armado de autodefesa siríaco que reúne cristãos caldeus e assírios. Conta-se cerca de mil efetivos, entre os quais alguns – talvez uma dezena, talvez muitos mais – provenientes da Confederação Suíça. Dois deles, que atualmente combatem no nordeste da Síria para impedir o avanço do Estado Islâmico do Irak e do Levante (EIIL), foram encontrados por jornalistas que conduziram a investigação.

A contribuição para a causa dos cristãos no Oriente Médio é executado em duas faixas paralelas. Primeiro começou com a entrega de ajuda humanitária e empréstimos captados através de vendas e doações dos imigrantes cristãos orientais na Suíça. Falamos de cerca de 22 toneladas de ajuda, enquanto é bem menor a quantidade de dinheiro para a causa. Uma estimativa do jornalista é entre 100 e 200 mil francos suíços, embora os dois voluntários não concordem.

Lahdo Hobil, residente em Locarno, está à frente de uma das organizações mais ativas na coleta e envio de ajuda: a União Europeia siríaca. Hobil envia alimentos ao Oriente Médio, ao mesmo tempo ele começou uma greve de fome, como informa o portal Ticino Tio. A abstinência de alimentos vai durar quatro dias e é destinada a chamar a atenção sobre a tragédia e a “pedir uma assistência dos Países ocidentais para o auxílio dos cristãos perseguidos pelos jihadistas do Estado islâmico".

Uma maneira diferente de defender a mesma causa que a de um de seus jovens parentes, que também vive em Ticino. É Cosar Johann, 31 anos, já oficial do exército suíço. É um dos dois voluntários do Conselho Militar siríaco (CMS) entrevistados pelos jornais suíços. Ele está na Síria, onde estão as raízes de sua família e onde o pai foi líder de uma formação política cristã. Saiu para “ajudar e defender as comunidades cristãs dos ataques jihadistas".

Na Suíça, o tema dos cidadãos cristãos de origem do Oriente Médio que aderem ao CMS está chamando a atenção dos meios de comunicação e do mundo político. Não faltam as polêmicas, dada a histórica relutância com relação à guerra da Confederação Suíça. Cédric Wermuth, jovem vice-presidente do Partido Social-Democrático da Suíça, chamou de "compreensível", bem como "legítima e proporcional" que uma minoria perseguida pegue as armas para se opor a uma milícia terrorista. Wermuth também acha "absurdo" que se agite o espectro do julgamento desses cidadãos suíços, como - dizem seus acusadores - aderindo a formações militares violariam a renomada neutralidade do País Suíço.


Lahdo Hobil, quando perguntado sobre o assunto, disse que não concorda com a escolha de seus parentes de viajar para a Síria com um rifle no ombro, mas também disse: "Mas é preciso fazer uma distinção entre aqueles que tomam parte na jihad para massacrar os inocentes, e aqueles que vão simplesmente para defender suas comunidades". Além disso, como afirma Gewargis Hanna, de 42 anos, comandante de uma brigada do CMS entrevistado pelos dois jornais suíços: "Alguém tem de tomar medidas para evitar o desaparecimento dos cristãos". 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Papa envia "saudação fraterna" ao Sínodo das Igrejas metodistas e valdenses

O Sínodo começou neste domingo em Torre Pellice. No texto do cardeal Parolin se lê que o Santo Padre "pede ao Senhor que conceda a todos os cristãos progredir no caminho rumo à plena comunhão"

Por Redacao

ROMA, 25 de Agosto de 2014 (Zenit.org) - O Sínodo das Igrejas Metodistas e valdeses que começou ontem em Torre Pellici, na região italiana do Piemonte, recebeu uma "saudação fraterna" do Papa Francisco, que também assegurou-lhes sua "proximidade espiritual". Fê-lo através de uma carta assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin.

Francisco - Indica a mensagem lida na sessão preliminar do Sínodo pelo moderador da Mesa Valdense, o pastor Eugene Bernardini - "pede ao Senhor para conceder a todos os cristãos progredir no caminho rumo à plena comunhão, para testemunhar o Senhor Jesus Cristo e oferecer a luz e a força do seu Evangelho aos homens e às mulheres do nosso tempo".

Estratégia para a utilização dos fundos, o pluralismo religioso, o fechamento pela região do Piemonte de hospitais valdenses, são apenas alguns dos temas a serem abordados durante o Sínodo. Conforme relatado pela Agência Nev – Notícias evangélicas, “o trabalho do Sínodo começará amanhã de manhã com a leitura do relatório da chamada Comissão de exame que no mês de agosto avaliou o trabalho da Igreja Valdense (órgão executivo da União das Igrejas valdenses e metodistas). 

Governo Federal quer proibir religião em tratamento para viciados em droga. LEI QUER PROIBIR QUE RELIGIÃO PARTICIPE DE TRATAMENTO DO DEPENDENTE QUÍM...



“Clínicas de dependentes químico, comunidades terapêuticas não poderão mais falar sobre religião”, é o que determina  a resolução federal que será editada em setembro pela presidente Dilma, da Secretaria  Nacional de Políticas sobre Drogas. Um dos autores da resolução é o titular da pasta ,Vitore Maximiliano.





Senador Magno Malta.

O senador Magno Malta (PR/ES) usou a tribuna do Senado para falar sobre a resolução. ” O  Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - Conad, órgão vinculado  ao Ministério da Justiça do governo da Presidente Dilma não quer  [religião na recuperação de dependentes químicos]- Ela [Dilma]que não quer, mesmo em um país laico onde se tem a liberdade de expressão para falar de qualquer religião. As comunidades estão proibidas de incluir religião na recuperação de dependentes químicos de acordo com a resolução que o  Conselho vai baixar”, denuncia.



Ainda segundo o documento o tratamento feito nesse “tipo de comunidade é questionável pois mistura ciência médica com dogmas religiosos”. “O ideal é que o tratamento seja laico”.



Em outro trecho a resolução determina que as Comunidades Terapêuticas “não podem explorar o trabalho do paciente além de ter um projeto de recuperação consistente”. “Então quer  dizer que em uma comunidade terapêutica que tira o cara de dentro de um esgoto com os pés mordidos por ratazanas …Quer dizer que esse cara não pode lavar o quarto onde ele dorme? Não pode cuidar da horta do sítio onde ele está? Ele não pode lavar as próprias roupas dele? Ele não pode ajudar na cozinha?“, questionou o senador.



http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/governo-federal-quer-proibir-religiao-em-tratamento-para-viciados-em-droga/#.U_gSa0TPB5s.facebook

Governo Federal quer proibir religião em tratamento para viciados em droga. LEI QUER PROIBIR QUE RELIGIÃO PARTICIPE DE TRATAMENTO DO DEPENDENTE QUÍM...



“Clínicas de dependentes químico, comunidades terapêuticas não poderão mais falar sobre religião”, é o que determina  a resolução federal que será editada em setembro pela presidente Dilma, da Secretaria  Nacional de Políticas sobre Drogas. Um dos autores da resolução é o titular da pasta ,Vitore Maximiliano.





Senador Magno Malta.

O senador Magno Malta (PR/ES) usou a tribuna do Senado para falar sobre a resolução. ” O  Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - Conad, órgão vinculado  ao Ministério da Justiça do governo da Presidente Dilma não quer  [religião na recuperação de dependentes químicos]- Ela [Dilma]que não quer, mesmo em um país laico onde se tem a liberdade de expressão para falar de qualquer religião. As comunidades estão proibidas de incluir religião na recuperação de dependentes químicos de acordo com a resolução que o  Conselho vai baixar”, denuncia.



Ainda segundo o documento o tratamento feito nesse “tipo de comunidade é questionável pois mistura ciência médica com dogmas religiosos”. “O ideal é que o tratamento seja laico”.



Em outro trecho a resolução determina que as Comunidades Terapêuticas “não podem explorar o trabalho do paciente além de ter um projeto de recuperação consistente”. “Então quer  dizer que em uma comunidade terapêutica que tira o cara de dentro de um esgoto com os pés mordidos por ratazanas …Quer dizer que esse cara não pode lavar o quarto onde ele dorme? Não pode cuidar da horta do sítio onde ele está? Ele não pode lavar as próprias roupas dele? Ele não pode ajudar na cozinha?“, questionou o senador.



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Papa Francisco está na mira dos jihadistas

Segundo o jornal italiano 'Il Tiempo', fontes de inteligência confirmaram que o sumo pontífice é um potencial alvo de atentado dos extremistas islâmicos


Papa Francisco no Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém (Andrew Medichini/Reuters/VEJA)

O papa Francisco está na mira do grupo fundamentalista Estado Islâmico (EI), reporta nesta segunda-feira o jornal Il Tempo, citando fontes do serviço secreto italiano. Segundo o jornal, o papa é apontado pelos jihadistas como “portador de falsas verdades” e pode ser vítima de um atentado. Até o momento, o Vaticano não se pronunciou sobre esta possível ameaça ao sumo pontífice. "O grupo fundamentalista Estado Islâmico, liderado por Abu Bakr Al-Baghdadi, tenta elevar o nível do confronto golpeando a Europa e a Itália", relata o jornal Il Tempo. O texto também afirma que fontes israelenses acreditam que o papa seja um potencial alvo dos jihadistas sunitas.

“A Itália é um trampolim para os radicais islâmicos”, afirma Mario Mori, diretor do Serviço de Informações Civis, um órgão de inteligência do governo italiano. Mori crê que os jovens aliciados pelo EI formam a “base para a distribuição de jihadistas no Ocidente". Pelo menos 50 jovens italianos foram para a Síria e o Iraque se juntar aos jihadistas sunitas do EI. A Itália, assim como outros países europeus, consideram esses jovens como um enorme risco, pois, como eles têm passaporte legal de um membro da União Europeia, eles passam pelos controles alfandegários nos aeroportos com muita facilidade. Uma vez em território europeu, os jovens poderiam formar células terroristas e planejar atentados dentro de países ocidentais.

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Desde que Francisco assumiu o comando da Igreja Católica, em março de 2013, o Vaticano tem ampliado as medidas para prevenir o terrorismo. A segurança da santa Sé recrutou vários especialistas em inteligência e trabalha em colaboração com os serviços secretos de vários países, relata o jornal.

Perigo na Europa – Ghaffar Hussain, diretor-gerente da Quilliam Foundation, organização britânica que atua contra o extremismo religioso, disse que é "quase inevitável" que os jihadistas europeus atuando na Síria e no Iraque voltem para planejar ataques terroristas na Europa. "É preocupante que as pessoas nascidas e criadas na Grã-Bretanha, que foram para a mesma escola que nós, podem ter sido doutrinadas a ponto de justificarem o estupro de mulheres e decapitações", disse à agência de notícias Reuters.

Quatro muçulmanos britânicos – dois dos quais tinham passado um período em campos de treinamento da Al Qaeda no Paquistão – mataram 52 pessoas em ataques suicidas no metrô e em um ônibus de Londres, em julho de 2005.

Em sua estratégia de expansão, o EI usa como arma de propaganda a barbárie, por meio de decaptações, crucificações e execuções sumárias. Com isso, aterroriza os inimigos, garante a obediência das populações das cidades conquistadas e atrai desajustados do mundo todo. No final de junho, o EI proclamou um califado em parte do território do Iraque e da Síria sob seu controle. Em suas fileiras lutam cerca de 12.000 combatentes estrangeiros, apontam especialistas. A maioria dos jihadistas estrangeiros que foram para a Síria e Iraque nestes três anos e meio de conflito são oriundos, principalmente, da Tunísia, Arábia Saudita e Marrocos, mas também de países ocidentais como Grã-Bretanha, Austrália, Itália e França e outros.

http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/papa-francisco-esta-na-mira-dos-jihadistas?utm_source=redesabril_veja&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_veja&utm_content=feed

sábado, 23 de agosto de 2014

Rueda de prensa Papa Francisco en el avión de regreso de Corea: íntegra en español, en la versión traducida y publicada por la Santa Sede

Rueda de prensa Papa Francisco en el avión de regreso de Corea: íntegra en español, en la versión traducida y publicada por la Santa Sede
(Padre Lombardi)
Santidad, bienvenido entre nosotros a este último acto del viaje, que ha sido muy intenso, pero creemos que ha ido muy bien; al menos se le ve satisfecho, se le ha visto a gusto y nosotros estamos muy contentos. Para este encuentro, que pienso se pueda desarrollar como los dos precedentes que hemos tenido con usted, nos hemos organizado por grupos lingüísticos y cada grupo ha echado a suertes quiénes intervendrán. Son bastantes… Cuando Usted se canse, nos lo dice y terminamos; si no, continuamos.
Comenzamos con el representante del grupo asiático e invitamos a acercarse al micrófono a Seung Jin Park, de Yonhap News, agencia coreana. Digo también quién puede ir preparándose, para que se vaya acercando y no perdamos mucho tiempo. La segunda pregunta, la hará Alan Holdren, de EWTN.
Santidad, ¿quiere decirnos algo para comenzar? Le damos la palabra y luego hablará el colega coreano.
(Papa Francisco)
Buenos días. Muchas gracias por su trabajo que ha sido intenso. Gracias por todo lo que han hecho, y ahora por su atención en este coloquio. Muchas gracias.
(Padre Lombardi)
Ahora tiene la palabra Sung Park.
(Sung Jin Park)
Me llamo Sung Jin Park, periodista de la South Korean News Agency Yonhap. Santo Padre, en nombre de los periodistas coreanos y de nuestro pueblo, quiero darle las gracias por su visita. Ha hecho feliz a mucha gente en Corea. Y gracias también por sus palabras de aliento para la reunificación de nuestro país. Santo Padre, durante su vista a Corea, se ha dirigido en primer lugar a las familias de las víctimas del ferry Sewol para consolarlas. Le hago dos preguntas. La primera: ¿qué ha sentido cuando estaba con ellas? La segunda: ¿no le importa que su gesto haya podido ser malinterpretado políticamente?
(Papa Francisco)
Cuando te encuentras ante el dolor humano, tienes que hacer lo que el corazón te pide. Después dirán: “Ha hecho eso porque tiene esta intención política o esa otra…”. Pueden decir de todo. Pero, cuando piensas en esos hombres, en esas mujeres, padres y madres, que han perdido a sus hijos, a sus hermanos y hermanas, cuando piensas en el dolor tan grande de una catástrofe, no sé, mi corazón…; soy un sacerdote, y siento que debo hacerme presente. Lo siento así; esto es lo primero. Sé que el consuelo que puede dar mi palabra no lo remedia, no devuelve la vida a los que han muerto; pero la cercanía humana en esos momentos nos da fuerza; hay solidaridad… Siendo arzobispo de Buenos Aires, recuerdo haber vivido dos catástrofes de este tipo: una, el incendio de una discoteca, durante un concierto de música pop: perdieron la vida 193 personas. Y luego, en otra ocasión, un accidente de trenes; creo que hubo 120 muertos. En esos momentos, sentí lo mismo: que tenía que hacerme presente. El dolor humano es duro, y si en esos momentos de tristeza nos mostramos cercanos, nos ayudamos mucho. Y me gustaría añadir algo sobre su última pregunta. Me puse esto [un pin a favor las víctimas del ferry Sewol]. Me lo puse por solidaridad con ellos, y después de haberlo llevado durante medio día, se me acercó uno y me dijo: “Es mejor que se lo quite… Usted debería ser neutral”. “Pero, por favor, con el dolor humano no se puede ser neutral”. Así le respondí. Es lo que siento. Gracias por su pregunta. Gracias. ¿A quién le toca ahora?
(Padre Lombardi)
A Alan Holdren, de EWTN.
(Papa Francisco)
Y ¿después? [ríen]
(Padre Lombardi)
Después, a Jean-Louis de la Vaissière, del grupo francés.
(Alan Holdren)
Santidad, me llamo Alan Holdren, trabajo para la Catholic News Agency, ACI Prensa en Lima, Perú, y también para EWTN. Como sabe, las fuerzas militares de los Estados Unidos han comenzado a bombardear hace poco a terroristas de Irak para evitar un genocidio, para proteger el futuro de las minorías, entre los que hay católicos, bajo su guía. ¿Aprueba usted este bombardeo americano?
(Papa Francisco)
Gracias por esta pregunta tan clara. En estos casos, cuando hay una agresión injusta, sólo puedo decir que es lícito detener al agresor injusto. Subrayo el verbo: detener. No digo bombardear, declarar la guerra, sino detenerlo. Habrá que estudiar los medios con los que se le puede detener. Detener al agresor injusto es lícito. Pero también hemos de tener memoria. Muchas veces, con esta excusa de detener al agresor injusto, las potencias se han apoderado de pueblos y han hecho una auténtica guerra de conquista. Una sola nación no puede determinar cómo detener a un agresor injusto. Después de la Segunda Guerra Mundial, surgió la idea de las Naciones Unidas: es allí donde se debe discutir, decir: “¿Se trata de un agresor injusto? Parece que sí. ¿Cómo detenerlo?”. Solamente así, nada más.
En segundo lugar, las minorías. Gracias por usar esa palabra. Porque me dicen: “Los cristianos, pobres cristianos…”. Y es verdad, sufren. “Los mártires”, sí, hay muchos mártires. Pero aquí hay hombres y mujeres, minorías religiosas, no todas cristianas, y todos son iguales ante Dios. Detener al agresor injusto es un derecho de la humanidad, pero también es un derecho del agresor de ser detenido para que no haga daño.
(Padre Lombardi)
Jean-Louis de la Vaissière, de France Presse. Que se prepare Fabio Zavattaro.
(Jean-Louis de la Vaissière, France Presse)
Buenas tardes, Santo Padre. Volviendo a la cuestión iraquí. Como el Cardenal Filoni y el Superior de los Dominicos, Cadoré, usted Santidad, ¿apoyaría una intervención militar en Irak para detener a los yihadistas? Y además otra pregunta: ¿Cabría la posibilidad de que usted fuera a Irak, quizás al Kurdistán, para apoyar a los refugiados cristianos, que le esperan, y para rezar con ellos en esa tierra donde viven desde hace dos mil años?
(Papa Francisco)
Gracias. Hace poco que estuve con el Presidente del Kurdistán, que tenía una idea muy clara de la situación, de cómo encontrar soluciones… aunque era antes de esta última ofensiva. A la primera pregunta ya he respondido: estoy de acuerdo con que, cuando haya un agresor injusto, se le detenga. Sí, yo estaría dispuesto, pero puedo decir esto: cuando tuvimos noticia, mis colaboradores y yo, de la situación en que se encontraban las minorías religiosas, y también del problema, en aquel momento, del Kurdistán, que no podía recibir a tanta gente –se entiende que es un problema: no podía–, nos dijimos: ¿qué podemos hacer? Pensamos muchas cosas. Preparamos un comunicado que hizo el Padre Lombardi en mi nombre. Este comunicado fue enviado a todas las Nunciaturas para que lo transmitiesen a los gobiernos. Después escribimos una carta al Secretario General de las Naciones Unidas… Muchas cosas. Y, al final, decidimos mandar un Enviado Personal, el Cardenal Filoni. Y, por último, dijimos: Si fuese necesario, cuando volvamos de Corea, podemos ir allí. Era una posibilidad. Ésta es la respuesta: Estoy dispuesto. En este momento no es lo mejor que se puede hacer, pero estoy dispuesto.
(Padre Lombardi)
Fabio Zavattaro, y se prepara Paloma García Ovejero, de la Cope.
(Fabio Zavattaro)
Perdone, he tenido un pequeño inconveniente para llegar. Usted, Santo Padre, es el primer Papa que ha podido sobrevolar China. El telegrama que ha enviado al Presidente chino no ha recibido comentarios negativos. ¿Cree que éstos son pasos que permiten avanzar en un posible diálogo? ¿le gustaría viajar a China?
(Padre Lombardi)
¿Nos encontramos ahora sobre el espacio aéreo chino? Sí, puedo confirmar que estamos sobre el espacio aéreo chino en este momento, por tanto la pregunta es oportuna…
(Papa Francisco)
Y cuando íbamos a entrar en el espacio aéreo chino, me encontraba en el cockpit con los pilotos, y uno de ellos me señaló un control y me dijo: “Faltan diez minutos para entrar en el espacio aéreo chino, tenemos que pedir autorización. Se pide siempre, es lo normal, a todos los países se les pide”. Y oí cómo pedían autorización, cómo respondían… Lo presencié personalmente. Y el piloto me dijo: “Ahora va el telegrama”, pero no sé cómo hicieron. Así fue… Después me despedí de ellos, volví a mi asiento y recé un buen rato por el grande y noble pueblo chino, un pueblo sabio… Pensaba en los grandes sabios chinos, una historia de ciencia, de sabiduría… También los jesuitas tenemos allí parte de nuestra historia, con el Padre Ricci… Y todas estas cosas me venían a la cabeza. ¿Que si me gustaría ir a China? Por supuesto: ¡mañana! Sí. Respetamos al pueblo chino; la Iglesia pide únicamente libertad para su misión, para llevar a cabo su tarea; no hay más condiciones. Además, no podemos olvidar aquel documento fundamental sobre la cuestión china, la Carta enviada a los chinos por el Papa Benedicto XVI. Esa Carta no ha perdido actualidad. Releerla hace bien. Y la Santa Sede siempre está abierta a los contactos: siempre, porque tiene una verdadera estima por el pueblo chino.
(Padre Lombardi)
Paloma García Ovejero es de la Cope, la Radio católica española, y se prepara Johannes Schidelko de KNA.
(Paloma García Ovejero)
Bien, el próximo viaje será a Albania. Quizás Irak. Después Filipinas y Sri Lanka… Pero, ¿dónde irá en 2015? Y le digo también: Usted sabe que en Ávila y en Alba de Tormes lo esperan con ilusión: ¿pueden seguir esperándolo?
(Papa Francisco)
Sí, sí… La Señora Presidenta de la República de Corea me dijo en perfecto español: “La esperanza es lo último que se pierde”. Así me dijo, refiriéndose a la unificación de Corea. Lo que le puedo decir es esto: se puede esperar pero no hay nada decidido.
(Paloma García Ovejero)
Pero, ¿después de México, Filadelfia…?
(Papa Francisco)
No, le explico. Este año está previsto Albania, es cierto. Algunos dicen que el estilo del Papa es comenzar todas las cosas por la periferia. Pero no, ¿por qué voy a Albania? Por dos motivos importantes. En primer lugar, porque han conseguido formar un gobierno –pensemos en los Balcanes–, un gobierno de unidad nacional formado por musulmanes, ortodoxos y católicos, con un consejo interreligioso que es muy positivo y equilibrado. Y funciona y están bien integrados. La presencia del Papa es para decir a todos los pueblos: “La colaboración es posible”. Lo considero como un verdadero apoyo a ese noble pueblo. Y el otro motivo: si miramos a la historia de Albania, desde el punto de vista religioso fue el único país comunista que recogió el ateísmo práctico en su Constitución. Ir a Misa era inconstitucional. Y además, me decía uno de los ministros que en aquel tiempo se destruyeron –no quisiera equivocarme en la cifra– 1.820 iglesias. ¡Destruidas! Ortodoxas, católicas… Otras iglesias se convirtieron en cines, teatros, salones de baile… Sentí que tenía que ir: está cerca, en un día se hace. Después, el próximo año quisiera ir a Filadelfia, para el encuentro de las familias; también me ha invitado el Presidente de Estados Unidos al Parlamento americano, y el Secretario de las Naciones Unidas a Nueva York: quizás las tres ciudades juntas… En cuanto a México: los mexicanos quieren que vaya a la Virgen de Guadalupe, y se podría aprovechar ese viaje, pero no es seguro. Y, finalmente, España. Los Reyes me han invitado y los Obispos también… hay una lluvia de invitaciones para ir a España: Santiago de Compostela… Quizás, es posible, pero no digo más porque no está decidido; ir por la mañana a Ávila y a Alba de Tormes, y volver por la tarde… Podría ser.
(Paloma García Ovejero)
Es posible…
(Papa Francisco)
Sí, pero no está decidido. Ésta es la respuesta. Gracias.
(Padre Lombardi)
Johannes Schidelko, de la Agencia católica alemana. Y se prepara Yoshimori Fukushima, de Japón, para la siguiente pregunta.
(Johannes Schidelko)
Gracias. Santidad, ¿qué relación hay entre usted y Benedicto XVI? ¿Intercambian habitualmente opiniones, ideas? ¿tienen algún proyecto común después de la Encíclica?
(Papa Francisco)
Nos vemos… Antes del viaje, fui a verlo. Dos semanas antes, me había enviado un interesante escrito: pedía mi opinión… Tenemos una relación normal, porque vuelvo a esa idea, que quizás no le guste a algún teólogo –yo no soy teólogo–: pienso que el Papa emérito no es una excepción, sino que, después de tantos siglos, es el primer emérito. Recordemos lo que dijo: “Me estoy haciendo viejo, no tengo fuerzas”. Fue un hermoso gesto de nobleza y también de humildad y de valor. Pienso: hace 70 años los obispos eméritos eran una excepción, no había. Hoy los obispos eméritos son una institución. Creo que “Papa emérito” es ya una institución. ¿Por qué? Porque nuestra vida se alarga y a una cierta edad no tenemos capacidad para gobernar bien, porque el cuerpo se cansa; la salud puede ser buena, pero no se tienen fuerzas para atender todos los problemas de un gobierno como el de la Iglesia. Y creo que el Papa Benedicto XVI hizo un gesto que de hecho instituye los Papas eméritos. Repito: quizás algún teólogo me diga que no es exacto, pero yo lo veo así. Los siglos dirán si es o no así, veremos. Usted podría decirme: “¿Y si usted no se viera capaz, en un momento dado, de continuar?”. Haría lo mismo, haría lo mismo. Rezaría mucho, pero haría lo mismo. Se ha abierto una puerta que es institucional, no excepcional. Nuestra relación es de hermanos, de verdad. También he dicho que lo siento como si tuviera el abuelo en casa, por su sabiduría: es un hombre de una sabiduría, con las nuances, que hace bien escucharlo. Y también me anima mucho. Ésta es la relación que tenemos.
(Padre Lombardi)
Ahora tenemos a Yoshimori Fukushima, de Mainichi Shimbun: volvemos a Asia. Es japonés. Y se prepara Deborah Ball, del Wall Street Journal.
(Yoshimori Fukushima)
Papa Francisco, en primer lugar, gracias por su primera visita a Asia. En este viaje se ha encontrado con personas que han sufrido mucho. ¿Qué ha sentido cuando ha saludado a las siete “mujeres de confort” en la Misa de esta mañana? Hablando del sufrimiento de las personas, igual que en Corea, también en Japón había cristianos clandestinos, y el próximo año será el 150º aniversario de su “reaparición”. ¿Sería posible que usted viniera a Nagasaki a rezar por ellos? Muchas gracias.
(Papa Francisco)
Estaría muy bien, estaría muy bien. Me han invitado: tanto el gobierno, como los Obispos; me han invitado. Los sufrimientos… Vuelve usted sobre una de las primeras preguntas. El pueblo coreano es un pueblo que no ha perdido su dignidad. Fue un pueblo invadido, humillado, sufrió guerras, ahora se encuentra dividido, con mucho sufrimiento. Ayer, cuando iba al encuentro con los jóvenes, visité el Museo de los mártires. Es terrible el sufrimiento de esta gente, simplemente por no pisotear la cruz. Es un dolor y un sufrimiento histórico. Este pueblo tiene capacidad de sufrir, y también esto forma parte de su dignidad. Hoy, cuando estaban estas mujeres ancianas, delante, en la Misa… pensar que, en aquella invasión, siendo niñas, fueron raptadas, llevadas a los cuarteles para abusar de ellas… y no han perdido su dignidad. Hoy daban la cara, ancianas, las últimas que quedan… Es un pueblo que tiene una gran dignidad. Pero volviendo a estas situaciones de martirio, de sufrimiento, también de estas mujeres: éstos son los frutos de la guerra. Y actualmente nos encontramos en un mundo en guerra, en todas partes. Alguno me decía: “Sabe, Padre, estamos en la Tercera Guerra Mundial, pero ‘por partes’?”. ¿Me entiende? Es un mundo en guerra, donde se cometen estas barbaries. Quiero detenerme en dos palabras. La primera es crueldad. Hoy no se tiene en cuenta a los niños. Antes se hablaba deguerra convencional, hoy ya no. No digo que las guerras convencionales fuesen buenas, no. Pero hoy llega una bomba y mata al inocente con el culpable, al niño con la mujer, con su madre… mata a todos. Tenemos que detenernos y pensar un poco en el nivel de crueldad a que hemos llegado. Nos debería espantar. No lo digo para meter miedo: se podría hacer un estudio empírico. El nivel de crueldad de la humanidad en este momento es estremecedor. Y la otra palabra sobre la que querría decir algo, y que está en relación con la anterior, es la tortura. Hoy la tortura es una de los medios, casi diría ordinarios, que usan los servicios de inteligencia, los procesos judiciales… Y la tortura es un pecado contra la humanidad, es un delito contra la humanidad; y a los católicos les digo: torturar una persona es pecado mortal, es pecado grave. Más todavía: es un pecado contra la humanidad. Crueldad y tortura. Me gustaría mucho que en sus medios de comunicación hiciesen reflexiones: ¿cómo ven estas cosas hoy? ¿cuál es el nivel de crueldad de la humanidad? ¿qué piensan de la tortura? Creo que nos haría bien a todos nosotros reflexionar sobre esto.
(Padre Lombardi)
Deborah Ball, del Wall Street Journal; se prepara Anaïs Feuga, de la Radio Francesa.
(Deborah Ball)
Gracias. Nuestra pregunta es: Usted lleva un ritmo muy, muy activo, muy ajetreado y descansa poco y no toma vacaciones; hace viajes agotadores. En los últimos meses hemos visto que ha tenido que cancelar algunos actos, incluso en el último momento. ¿No es preocupante el ritmo que lleva?
(Papa Francisco)
Sí, algunos me lo han dicho. Acabo de tener vacaciones, en casa, como suelo hacer normalmente, porque… Una vez leí un libro, interesante, titulado: “Alégrate de ser neurótico”. También yo tengo algunas neurosis, pero hay que tratarlas bien a las neurosis. Darles el mate cada día… Una de estas neurosis es que me apego quizás demasiado al habitat. La última vez que salí de vacaciones fuera de Buenos Aires, con la comunidad de jesuitas, fue en 1975. Desde entonces, siempre me tomo vacaciones –¡de verdad!–, pero en el habitat: cambio de ritmo. Duermo más, leo lo que me gusta, escucho música, rezo más… Y así descanso. En julio y parte de agosto, he hecho esto y me ha venido bien. La otra pregunta: que he tenido que cancelar [algunos actos]: es verdad, es verdad. El día que tenía que ir al “Gemelli”, hasta 10 minutos antes iba a ir, pero no pude, de verdad… Fueron unos días muy intensos. Y ahora tengo que ser prudente. Tiene razón.
(Padre Lombardi)
Ahora Anaïs Feuga, de la Radio Francesa, y se prepara Francesca Paltracca, de la Radio Rai.
(Anaïs Feuga)
En Río, cuando la gente gritaba: “Francisco, Francisco”, usted respondía: “Cristo, Cristo”. ¿Ahora cómo lleva esta enorme popularidad? ¿cómo lo vive?
(Papa Francisco)
No sé qué decir… Lo vivo dando gracias al Señor de que su pueblo sea feliz –esto lo hago de verdad– y deseando lo mejor al pueblo de Dios. Lo vivo como generosidad del pueblo, esto es verdad. En mi interior, pienso en mis pecados y en mis errores, para no creérmelo, porque sé que esto durará poco tiempo, dos o tres años, y luego… a la casa del Padre… Y además no es prudente preguntarse estas cosas, pero lo vivo como la presencia de Dios en su pueblo que usa al obispo, que es el pastor del pueblo, para manifestar muchas cosas. Lo vivo con más naturalidad que antes: antes me asustaba un poco… Hago estas cosas… Me digo también interiormente: no te equivoques, porque no puedes confundir a este pueblo; y todas esas cosas… Un poco así…
(Padre Lombardi)
Francesca Paltracca, de Radio Rai, y se prepara Sergio Rubín, de Clarín.
(Francesca Paltracca)
Para el Papa venido “del fin del mundo”, que se ve ahora en el Vaticano, aparte de Santa Marta –donde ya nos ha contado cómo es su vida y el porqué de su decisión–, ¿cómo vive el Papa dentro del Vaticano? Nos preguntan siempre: ¿qué hace?, ¿cómo se organiza?, ¿pasea? Después hemos visto que usted va al comedor, y cada día nos guarda alguna sorpresa… hemos visto que fue al comedor del Vaticano, por ejemplo… Nos sorprende… En definitiva, ¿qué tipo de vida hace, más allá del trabajo, en Santa Marta?
(Papa Francisco)
Intento ser libre… Hay actos oficiales, de trabajo… Después la vida procuro que sea lo más normal posible. Ciertamente, me gustaría poder salir, pero no se puede, no se puede… no, no es por la seguridad; no se puede, porque, si sales, la gente se junta alrededor… y no se puede, es así. Pero dentro, en Santa Marta, llevo una vida normal de trabajo, de descanso, de tertulias…
(Francesca Paltracca)
Entonces, no se siente prisionero.
(Papa Francisco)
No, no. Al principio sí, ahora han caído algunos muros…, no sé…: “el Papa no puede ir…”; un ejemplo, para que se ría: iba a tomar el ascensor, y enseguida venía uno, porque el Papa no podía ir en el ascensor solo. “Tú haz lo que tengas que hacer, que yo bajo solo”. Y se acabó. Es así, ¿no? Es lo normal, lo normal.
(Padre Lombardi)
Ahora es el turno de Sergio Rubín y se prepara Jürgen Erbacher.
(Sergio Rubín)
Santo Padre, soy Sergio Rubín. Le pido perdón, pero tengo que hacerle, de parte del grupo español, del que forma parte Argentina, una pregunta que requiere de sus profundos conocimientos teológicos. Su equipo, el San Lorenzo, se ha proclamado campeón de América por primera vez. Me gustaría saber cómo vive este triunfo; y me dicen que va a recibir una delegación de la Sociedad Deportiva este miércoles en la audiencia general…
(Papa Francisco)
Después de haber quedado los segundos en Brasil, es una buena noticia. Me he enterado aquí, aquí en Seúl me lo dijeron; y me dijeron: “Oiga, que vienen el miércoles…”. Pues que vengan, es audiencia pública, allí estarán… Toda mi familia fue del San Lorenzo: mi padre jugaba al baloncesto en San Lorenzo, fue jugador de un equipo de baloncesto. Y cuando éramos niños, íbamos; también mi madre venía con nosotros al Gasómetro… Lo recuerdo como si fuese hoy, la temporada del ’46 el San Lorenzo tenía un equipo excelente, quedaron campeones… ¿Sabes? Con ilusión, lo vivo con ilusión. Pero de milagros nada, no hablemos de milagros.
(Padre Lombardi)
Ahora Jürgen Erbacher, de la televisión alemana.
(Jürgen Erbacher)
La pregunta es: hace tiempo que se habla del proyecto de una Encíclica sobre la ecología. ¿Nos podría decir cuándo saldrá y cuáles serán sus puntos centrales?
(Papa Francisco)
De esta Encíclica… he hablado mucho con el Cardenal Turkson y también con otros, y he pedido al Cardenal Turkson que recoja todas las aportaciones que han llegado. Y antes del viaje, una semana antes, no, cuatro días antes, el Cardenal Turkson me entregó el primer borrador. El primer borrador es así de grueso… Creo que tiene un tercio más que la Evangelii gaudium. Es el primer borrador. Pero la cuestión no es fácil, porque de la protección de la creación, de la ecología, también de la ecología humana, se puede hablar con relativa seguridad hasta un cierto punto. Después vienen las hipótesis científicas, algunas bastante seguras, otras no tanto. Y una Encíclica así debe ser magisterial, debe ir únicamente sobre seguro, basándose en las cosas que son seguras. Porque si el Papa dice que el centro del universo es la Tierra y no el sol, se equivoca, porque está diciendo algo que debería ser científico, y eso no cabe. En este punto nos encontramos. Tenemos que hacer un estudio, número por número, y creo que quedará más reducida. Hemos de ir a lo esencial y a lo que se puede afirmar con seguridad. En nota a pie de página, se puede decir: “Sobre esto hay una hipótesis, ésta, ésta…”; decirlo como información, no en el cuerpo de la Encíclica, que es doctrinal y debe ser segura.
(Padre Lombardi)
Llevamos 12 preguntas. Todos los grupos han intervenido ya dos veces. ¿Quiere continuar o prefiere que vayamos a comer?
(Papa Francisco)
Depende del hambre que tengan…
(periodistas)
No tenemos hambre, no tenemos sueño …
(Padre Lombardi)
En ese caso, estaba en lista Jung Hae Ko, del periódico coreano…
(Jung Ae Ko)
Santidad, muchas gracias por su visita a Corea del Sur. Le haré dos preguntas. La primera es: antes de la Misa final en la Catedral de Myeong-dong, se acercó a consolar a algunas “mujeres de confort”, ¿qué se le pasó por la cabeza en ese momento? Ésa es la primera pregunta. La segunda es: Pyongyang afirma que el cristianismo representa una amenaza directa contra su régimen y su liderazgo. Sabemos que algo terrible les ha pasado a los cristianos norcoreanos, aunque no sabemos qué en concreto. ¿Tiene pensado algo para intentar cambiar el trato de Pyongyang a los cristianos norcoreanos?
(Papa Francisco)
En cuanto a la primera pregunta, repito esto: hoy, estas mujeres se encontraban allí porque, a pesar de todo lo que han sufrido, tienen dignidad: han dado la cara. Yo pensaba lo que acabo de decir, en los sufrimientos y las barbaries que acarrean las guerras… Estas mujeres fueron víctimas de abusos, esclavizadas, esto son barbaries… Todo esto me ha pasado por la cabeza: la dignidad que tienen y lo que han tenido que sufrir. Y el sufrimiento es un legado. Nosotros decimos, los primeros padres de la Iglesia decían que la sangre de los mártires era semilla de cristianos. Ustedes, coreanos, han sembrado mucho, muchísimo. Por coherencia. Y se ve ahora el fruto de aquella siembra de los mártires. Sobre Corea del Norte, no lo sé… Sé que hay un sufrimiento… De uno estoy seguro: hay familiares, muchos familiares, que no pueden reunirse, y esto hace sufrir, es así. Es el sufrimiento por esta división del país. Hoy, en la Catedral, donde me he revestido para la Misa, encontré un regalo que me habían hecho, una corona de espinas de Cristo, elaborada con la alambrada que divide las dos partes de la única Corea. Y este regalo lo traemos, lo llevo en el avión… El sufrimiento de la división, de una familia dividida, Como ya he dicho –ayer, no recuerdo cuándo, hablando con los obispos, no me acuerdo concretamente-, tenemos una esperanza: las dos coreas son hermanas, hablan la misma lengua. Cuando se habla de la misma lengua, es porque se tiene la misma madre y esto nos da esperanza. El sufrimiento de la división es grande, lo comprendo y rezo para que termine.
(Padre Lombardi)
Ahora es el turno de Pulella, del grupo de lengua inglesa.
(Pulella)
Una observación y una pregunta: como ítalo-americano quería felicitarle por su inglés. No tenga miedo. Y si antes de ir a América, mi segunda patria, quiere hacer un poco de práctica, estoy a su disposición. Cualquier acento que quiera aprender, el de Nueva York –yo soy de Nueva York-, cuente conmigo. Usted ha hablado del martirio: ¿cómo va el proceso de Mons. Romero? ¿Cómo le gustaría que concluyese este proceso?
(Papa Francisco)
El proceso se encontraba en la Congregación para la Doctrina de la Fe, bloqueado “por prudencia”, según decían. Ahora ya no está bloqueado. Ha pasado a la Congregación para los Santos. Y sigue el camino normal de cualquier proceso. Depende de cómo se muevan los postuladores. Es muy importante que lo hagan con rapidez. Lo que a mí me gustaría es que se esclarezca: si se da martirio in odium fidei, por haber confesado a Cristo o por haber hecho las obras que Jesús nos manda para con el prójimo. Y esto tienen que hacerlo los teólogos, que lo están estudiando. Porque detrás de él [Romero], vienen Rutilio Grande y otros; hay otros que fueron asesinados, aunque no están a la altura de Romero. Hay que distinguir teológicamente esto. Para mí Romero es un hombre de Dios, pero hay que hacer el proceso, y el Señor tiene también que dar su señal… Si quiere, lo hará. Pero ahora los postuladores tienen que ponerse en marcha porque ya no hay impedimentos.
(Padre Lombardi)
Hay todavía una última pregunta, la hará Céline Hoyeau, que viene por La Croix, periódico católico francés.
(Céline Hoyeaux)
Santo Padre, a la vista de la guerra en Gaza, ¿considera que la oración por la paz, organizada el pasado 8 de junio en el Vaticano, ha sido un fracaso?
(Papa Francisco)
Gracias, gracias por la pregunta. Aquella oración por la paz no ha sido un fracaso en absoluto. En primer lugar, la iniciativa no surgió de mí: la iniciativa de rezar juntos partió de los dos Presidentes, del Presidente del Estado de Israel y del Presidente del Estado de Palestina. Me hicieron llegar este deseo. Además, queríamos hacerla allí [en Tierra Santa], pero no se veía el lugar adecuado, porque el precio político para uno o para el otro era muy alto si iba a la otra parte. La Nunciatura, sí, podría haber sido un lugar neutral, pero para llegar a la Nunciatura el Presidente del Estado de Palestina tendría que haber entrado en Israel y no era fácil. Y me dijeron: “Lo hacemos en el Vaticano, y vamos nosotros”. Estos dos hombres son hombres de paz, son hombres que creen en Dios, y han vivido tantas cosas terribles, tanta cosas terribles, que están convencidos de que el único camino para resolver esta situación es la negociación, el diálogo y la paz. En cuanto a su pregunta: ¿ha sido un fracaso? No, creo que la puerta está abierta. Los cuatro, como representantes, y he querido que participase Bartolomé como jefe de la Ortodoxia, Patriarca ecuménico de la Ortodoxia –no quiero usar términos que quizás no agradan a todos los ortodoxos–, como Patriarca ecuménico, era conveniente que estuviese con nosotros. Y se ha abierto la puerta de la oración. Y dijimos: “Hay que rezar”. Es un don, la paz es un don, un don que se alcanza con nuestro trabajo, pero un don. Y decir a la humanidad que, junto al camino de la negociación –que es importante-, del diálogo –que es importante-, está también el de la oración. Después ha sucedido lo que ha sucedido. Pero esto es coyuntural. Ese encuentro, en cambio, no era coyuntural: es un paso fundamental de actitud humana: la oración. Ahora el humo de las bombas, de las guerras no deja ver la puerta, pero la puerta ha quedado abierta desde aquel momento. Y como creo en Dios, creo que el Señor mira esa puerta, y mira a cuantos rezan y le piden que nos ayude. Sí, me gusta esta pregunta. Gracias, gracias por haberla hecho. Gracias.
(Padre Lombardi)
Santo Padre, muchas gracias. Creo que lleva más de una hora de conversación, y es junto que pueda ir a descansar un poco al final de este viaje. Además, sabemos que probablemente esta tarde volverá a visitar a la Virgen.
(Papa Francisco)
Desde el aeropuerto iré a dar las gracias a la Virgen [en Santa Marcía la Mayor]. Es bonito. El Dr. Giani se había encargado de llevar flores de Corea con los colores de la bandera, pero luego, a la salida de la Nunciatura, una niña se acercó con un ramo de flores, de rosas, y nos dijimos: “Llevemos a la Virgen estas flores de una niña coreana”. Y son las que llevamos. Desde el aeropuerto iremos a rezar un rato allí y luego a casa,
(Padre Lombardi)
Bien. Sepa que también nosotros estaremos con usted para dar gracias al Señor por estos días extraordinarios. Y nuestros mejores deseos para la reanudación de su ministerio en Roma; seguiremos acompañándolo y esperamos que usted siga dándonos, como estos días, cosas bellísimas de las que hablar. Gracias.
(Papa Francisco)
Y gracias por su trabajo, muchas gracias… Perdonen que no siga más tiempo con ustedes. Gracias. ¡Que aproveche!
http://www.revistaecclesia.com/rueda-de-prensa-papa-francisco-en-el-avion-de-regreso-de-corea-integra-en-espanol-en-la-version-traducida-y-publicada-por-la-santa-sede/

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