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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Papa Francisco dá seu “toque” à cozinha do Vaticano



A cozinheira brasileira das favelas, Regina Tchelly, dá cursos de culinária sem desperdício aos chefs da Santa Sé


NESsT ORG / Flickr / CC
















Papa Francisco, que se pronunciou várias vezes contra o desperdício de alimentos, está deixando seu estilo impresso também na cozinha do Vaticano. A cozinheira Regina Tchelly, ex-dona de casa e especialista na arte da reciclagem, ensinará os chefs da Santa Sé a preparar pratos “anti-desperdício”, que são feitos com casca de frutas, folhas, raízes de verduras, sementes e outros ingredientes que geralmente acabam no lixo e com os quais, no entanto, podem ser preparados deliciosos pratos.

Papa Francisco conheceu a Regina por acaso, durante sua visita apostólica ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude. Foi então que ele conheceu o projeto “Favela Orgânica”, dirigido por esta jovem mulher de 32 anos. Seu objetivo é ensinar como obter um alimento nutritivo e delicioso em um contexto de pobreza.

Entre os ingredientes mais utilizados, encontram-se cascas de melancia, banana, maracujá e abóbora, bem como talos de brócolis.

Seu compromisso com a sustentabilidade conquistou pessoas conhecidas, como Harrison Ford e o príncipe Willian da Inglaterra.

Depois de ser rejeitada em sua tentativa de financiamento público, Regina não desistiu, mas fez o que estava ao seu alcance: construiu uma única horta na favela Morro da Babilônia.

Ao mesmo tempo, começou a organizar encontros nos quais apresentava suas receitas “Desperdício Zero” e que, graças ao apoio de Slow Food Brasil (associação que promove a alimentação saudável e natural), tornaram-se autênticos cursos de culinária.

“Estes pratos são bons para a saúde, econômicos e não desperdiçam os recursos do planeta”, garante Regina, e explica que, “trabalhando com planejamento das compras e do consumo, o projeto ‘Favela Orgânica’ promove a reflexão sobre o escândalo do desperdício de alimentos”.

O estilo culinário de Regina é único: quando há pouca comida, a criatividade é o único caminho, e o talento dessa mulher é justamente o de saber criar pratos muito gostosos com pouquíssimos recursos.

Regina ainda não revelou qual será o cardápio do Vaticano, mas há muitas ideias para 2014, proclamado Ano Internacional da Agricultura Familiar.

A questão dos recursos alimentares disponíveis para o sustento das populações mais pobres da Terra está bem presente no coração do Papa Francisco, que no último dia 6 de junho afirmou, em sua catequese, que “os alimentos jogados no lixo são alimentos roubados da mesa dos pobres, de quem tem fome”.

Acompanhando as lições de Regina, o Papa vai reestruturar uma parte dos Jardins Vaticanos, que será transformada em hortas orgânicas.

Fonte:
http://www.aleteia.org/pt/ciencia-meio-ambiente/artigo/papa-francisco-da-seu-toque-a-cozinha-do-vaticano-5308491765907456

"Unir as forças para construir um mundo fraterno". A mensagem da Santa Sé aos budistas por ocasião do 'Vesakh'



Cidade do Vaticano (RV) – “Para construir um mundo fraterno, é de vital importância que unamos as forças para educar as pessoas, em particular os jovens, para buscar a fraternidade, viver a fraternidade e ter a coragem de construir fraternidade”. Foi o que escreveu o Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran, numa mensagem de felicitações dirigida aos “queridos amigos budistas”, por ocasião do Vesakh, a festa de iluminação do Buda, a ser celebrada em maio.

As felicitações deste ano são inspiradas na Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2014, intitulado “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. 

“Caros amigos – escreve o Purpurado – a vossa tradição religiosa inspira a convicção de que as relações amigáveis, o diálogo, a partilha de dons, e a respeitosa e harmoniosa troca de pontos de vista, levam a uma atitude de cortesia e de amor, que por sua vez, gera relações autênticas e fraternas. Estejam convencidos de que as raízes de todo o mal são a ignorância e a incompreensão nascidas da ganância e do ódio que, por sua vez, destroem as ligações de fraternidade”.

“Nós budistas e cristãos – prossegue a mensagem – vivemos em um mundo frequentemente dilacerado por opressões, egoísmo, tribalismos, rivalidades étnicas, violência e fundamentalismo religioso, um mundo onde “o outro” é tratado como um ser inferior, uma não-pessoa, ou alguém a ser temido e, se possível, a ser eliminado. Todavia, nós somos chamados, em espírito de colaboração com outros peregrinos e com as pessoas de boa vontade, a respeitar e a defender a nossa comum humanidade na diversidade de contextos sócio-econômicos, políticos e religiosos. Acima de nossas diferenças religiosas, somos chamados em particular a sermos sinceros em denunciar todos os males sociais que prejudicam a fraternidade; a sermos curadores, que ajudam os outros a crescer na generosidade desinteressada e a sermos reconciliadores, que derrubam os muros de divisão e promovem na sociedade uma verdadeira fraternidade entre os indivíduos e grupos”.

“No mundo de hoje – afirma o Cardeal Tauran – assiste-se a um crescimento do sentimento da nossa comum humanidade e a uma busca global de um mundo mais justo, pacífico e fraterno. Mas a realização desta esperança depende do reconhecimento dos valores da ética universal, Nós esperamos que o diálogo inter-religioso, reconhecendo os princípios fundamentais de ética universal, possa contribuir na promoção de um renovado e profundo sentido de unidade e de fraternidade entre os membros da família humana”.

“Rezemos para que a celebração do Vesakh – conclui a mensagem – seja uma ocasião para redescobrir e promover novamente a fraternidade, especialmente nas nossas sociedades divididas”. (JE)


Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/04/24/unir_as_for%C3%A7as_para_construir_um_mundo_fraterno._a_mensagem_da/bra-793555
do site da Rádio Vaticano 

Com Anchieta, a causa indígena ganha vigor: análise do Teólogo Suess



Cidade do Vaticano (RV) – A canonização de Anchieta é uma advertência, pois os índios que ele converteu não sobreviveram. Todos foram eliminados.

Segundo o teólogo Pe. Paulo Suess, do Conselho Indigenista Missionário, declarar santo o Apóstolo do Brasil deve nos levar a uma reflexão mais profunda sobre o modelo de desenvolvimento que se escolheu adotar no Brasil, colocando a questão indígena novamente em destaque no debate nacional.

Para onde crescer, analisa o teólogo alemão, senão sobre as terras ditas improdutivas – as mesmas terras onde os índios sobreviveram por dois mil anos?

Para o sacerdote, chegou a hora de acordar sobre a questão indígena. E Anchieta pode nos ensinar a não repetirmos os erros cometidos no passado, seja por parte da Igreja, seja por parte do Estado, que já que hoje vive um neocolonialismo.

Ouça a reflexão de Pe. Suess clicando acima.

(BF)


Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/04/24/com_anchieta,_a_causa_ind%C3%ADgena_ganha_vigor:_an%C3%A1lise_do_te%C3%B3logo_suess_/bra-793381
do site da Rádio Vaticano 

Francisco: São José de Anchieta não teve medo da alegria



Missa de ação de graças do Papa pela canonização do evangelizador do Brasil
Por Redacao
ROMA, 24 de Abril de 2014 (Zenit.org) - O papa Francisco presidiu nesta quinta-feira, às seis da tarde, na Igreja romana de Santo Ignácio de Loyola, a missa de ação de graças pela canonização de São José de Anchieta. O Santo Padre assinou no dia 3 de Abril o decreto de canonização do padre Anchieta,  juntamente com o de outros beatos canadenses: a mística missionária Maria da Encarnação (Guyart) e o bispo Francisco de Montmorency -Laval. Os três tinham sido beatificados em 1980 por João Paulo II.
A canonização do jesuíta de Tenerife José de Anchieta foi feita através do processo chamado ‘equipolente’, já que não responde a um milagre recente, mas se reconhece o seu intenso trabalho de evangelização no Brasil, realizado na segunda metade do século XVI.
Na sua chegada à igreja, o Pontífice argentino foi recebido com aclamações e aplausos pelos muitos fiéis e curiosos que se aglomeravam nas portas do templo. E é que Roma se encontra tomada por milhares de peregrinos de vários países que vieram para a capital italiana participar, no próximo domingo, da canonização de João XXIII e João Paulo II.
A igreja de Santo Ignacio recebeu cerca de mil pessoas durante a celebração. A delegação canária, com umas oitenta pessoas, está encabeçada pelos dois bispos das Canárias, monsenhor Bernardo Álvarez (Tenerife) e monsenhor Francisco Cases (Gran Canária), o presidente do Governo regional, Paulino Rivero, o do Conselho de Tenerife, Carlos Alonso, e o prefeito de La Laguna - cidade natal de São José de Anchieta - Fernando Clavijo, entre outros. Representando o Governo Espanhol, o ministro José Manuel Soria, que também é canário.
Na Eucaristia, que tem sido em português, participaram as primeiras autoridades religiosas do Brasil: os cardeais Damasceno, Hummes, Braz e Scherer. Mesmo assim, o Santo Padre fez sua homilia em espanhol. A seguir, reproduzimos as palavras do Papa durante Francisco durante a missa de ação de graças:
No trecho do Evangelho que acabamos de ouvir os discípulos não conseguem acreditar na alegria que têm porque “não podem crer por causa dessa alegria”, assim diz o Evangelho. Olhemos a cena: Jesus ressuscitou, os discípulos de Emaús narraram a sua experiência. Pedro também conta o que viu. Logo, o mesmo Senhor aparece na sala e lhes diz: “A paz esteja convosco”. Vários sentimentos invadiram os corações dos discípulos: medo, surpresa, dúvida e, finalmente, alegria. Uma alegria tão grande que, por esta alegria “não conseguem crer”. Estavam atônitos, pasmados, e Jesus, quase mostrando um sorriso, pede a eles algo para comer e começa a explicar-lhes, devagar, a Escritura, abrindo o seu entendimento para que pudessem comprendê-la. É o momento da maravilha do encontro com Jesus Cristo, onde tanta alegria nos parece mentira; mais ainda, assumir o gozo e a alegria nesse momento é arriscado e sentimos a tentação de refugiar-nos no ceticismo, “não é para tanto”. É mais fácil acreditar em um fantasma do que em Cristo vivo. É mais fácil ir a um quiromante que adivinhe o seu futuro, que joga as cartas, do que confiar na esperança de um Cristo triunfante, de um Cristo que venceu a morte. É mais fácil uma ideia, uma imaginação do que a docilidade a esse Senhor que surge da morte e vai lá saber as coisas às quais nos convida. É o processo de relativizar tanto a fé que termina nos distanciando do encontro, da carícia de Deus. É como se “destilássemos” a realidade do encontro com Jesus Cristo no alambique do medo, no alambique da excessiva segurança, do querer controlar, nós mesmos, o encontro. Os discípulos tinham medo da alegria... E nós também.
A leitura dos Atos dos Apóstolos nos fala de um paralítico. Escutamos somente a segunda parte dessa história, mas todos conhecemos a transformação deste homem: aleijado desde o nascimento, prostrado na porta do Templo para pedir esmola, sem nunca atravessar sua soleira; e como os seus olhos se fixaram nos Apóstolos, esperando que lhe dessem algo. Pedro e João não podiam dar-lhe nada do que ele procurava: nem ouro, nem prata. E ele, que sempre tinha ficado na porta, agora entra por conta própria, dando saltos, e louvando a Deus, celebrando as suas maravilhas. E a sua alegria é contagiosa. Isso é o que hoje nos fala a Escritura: as pessoas se admiravam, e assombradas vinham correndo para ver essa maravilha.
É que a alegria do encontro com Jesus Cristo, essa que nos dá tanto medo de assumir, é contagiosa e grita o anúncio, e aí cresce a Igreja. O paralítico crê. “A Igreja não cresce por proselitismo, cresce por atração”; a atração testemunhal deste gozo que anuncia Jesus Cristo. Esse testemunho que nasce da alegria assumida e logo transformada em anúncio. É a alegria fundamental. Sem este gozo, sem esta alegria, não é possível fundar uma igreja, uma comunidade cristã. É uma alegria apostólica, que irradia, que expande. Me pergunto: Como Pedro, sou capaz de sentar-me com o meu irmão e explicar devagar o dom da Palavra que recebi? É contagiá-lo da minha alegria! Sou capaz de convocar ao meu redor o entusiasmo daqueles que descobrem em nós o milagre de uma vida nova, que não é possível controlar, à qual devemos docilidade porque nos atrai, nos leva; essa vida nova nascida do encontro com Cristo?
Também São José de Anchieta soube comunicar o que ele tinha experimentado com o Senhor, “o que tinha visto e ouvido” dele; o que o Senhor lhe comunicou nos seus exercícios. Ele, junto com Nóbrega, é o primeiro jesuíta que Ignácio envia à América. Um garoto de 19 anos. Era tal a alegria que tinha, tal o gozo, que fundou uma nação, colocou os fundamentos culturais de uma nação em Jesus Cristo. Não tinha estudado teologia, não tinha estudado filosofia; era um garoto, mas tinha sentido o olhar de Jesus Cristo e se deixou alegrar, e optou pela luz. Essa foi e é a sua santidade. Não teve medo da alegria.
São José de Anchieta tem um belo hino à Virgem Maria, a quem, inspirando-se no cântico de Isaías 52, compara com a mensagem que proclama a paz, que anuncia o gozo da Boa Nova. Que ela, que nessa madrugada do domingo, sem dormir pela esperança, não teve medo da alegria, nos acompanhe na nossa peregrinação, convidando todos a se levantarem, a renunciar à paralisia, para entrarmos juntos na paz e na alegria que Jesus, o Senhor Ressuscitado, nos presenteia.
( RED - IV / Trad.TS)

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