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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Texto completo da pregação da sexta-feira santa do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap.

Pregação na Basílica de São Pedro. O pregador da casa pontifícia reflete na traição de Judas.
Por Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap

ROMA, 18 de Abril de 2014 (Zenit.org) - "Estava com eles também Judas, o traidor”
Pregação da sexta-feira santa de 2014, na Basílica de São Pedro
Dentro da história divino-humana da paixão de Jesus existem muitas pequenas histórias de homens e de mulheres que entraram no raio da sua luz ou da sua sombra. A mais trágica delas é a de Judas Iscariotes. É um dos poucos fatos comprovados, com igual destaque, por todos os quatro Evangelhos e pelo resto do Novo Testamento. A primitiva comunidade cristã tem refletido muito sobre ele e nós faríamos mal se não fizéssemos o mesmo. Ela tem muito a nos dizer.
Judas foi escolhido desde a primeira hora para ser um dos doze. Ao incluir o seu nome na lista dos apóstolos o evangelista Lucas escreve “Judas Iscariotes, que se tornou” (egeneto) o traídor” (Lc 6, 16). Portanto, Judas não tinha nascido traidor e não o era quando foi escolhido por Jesus; tornou-se! Estamos diante de um dos dramas mais obscuros da liberdade humana. Por que se tornou? Em anos não distantes, quando estava de moda a tese do Jesus "revolucionário", tentou-se dar a seu gesto motivações ideais. Alguém viu no seu apelido “Iscariotes” uma deformação de “sicariota”, ou seja, pertencente ao grupo de zelotes extremistas que atuavam como "sicários" contra os romanos; outros pensaram que Judas estivesse desapontado com a maneira em que Jesus realizou a sua ideia do "reino de Deus" e que quisesse força-lo a agir no plano político contra os pagãos. É o Judas do famoso musical "Jesus Christ Superstar” e de outros espetáculos e novelas recentes. Um Judas muito semelhante a um outro célebre traidor do próprio benfeitor: Brutus, que matou Júlio César para salvar a República!
São reconstruções que devem ser respeitadas quando contém alguma dignidade literária ou artística, mas não têm nenhuma base histórica. Os Evangelhos - as únicas fontes confiáveis ​​que temos sobre a personagem falam de um motivo muito mais terra-terra: o dinheiro. Judas tinha a responsabilidade da bolsa comum do grupo; na ocasião da unção em Betânia havia protestado contra o desperdício do perfume precioso derramado por Maria aos pés de Jesus, não porque se preocupasse pelos pobres, assinala João, mas porque “era um ladrão e, como tinha a bolsa, tirava o que se colocava dentro"(Jo 12, 6). A sua proposta aos chefes dos sacerdotes é explícita: “Quanto estão dispostos a dar-me, se vo-lo entregar? E eles fixaram a soma de trinta moedas de prata" (Mt 26, 15).
***
Mas por que maravilhar-se desta explicação e achar que ela é banal? Não foi quase sempre assim na história e não é ainda assim hoje em dia? Mamona, o dinheiro, não é um dos muitos ídolos; é o ídolo por excelência; literalmente, “o ídolo de metal fundido" (cf. Ex 34, 17). E se entende o motivo. Quem é, objetivamente, se não subjetivamente (ou seja, nos fatos, não nas intenções), o verdadeiro inimigo, o rival de Deus, neste mundo? Satanás? Mas nenhum homem decide servir, sem motivo, a Satanás. Se o faz, é porque acredita que vai ter algum poder ou algum benefício temporal. Quem é, nos fatos, o outro patrão, o anti-Deus, Jesus no-lo diz claramente: “Ninguém pode servir a dois senhores: não podeis servir a Deus e a Mamona” (Mt 6, 24). O dinheiro é o "deus visível[1]", em oposição ao verdadeiro Deus que é invisível.
Mamona é o anti-Deus, porque cria um universo espiritual alternativo, muda o objeto das virtudes teologais. Fé, esperança e caridade não são mais colocados em Deus, mas no dinheiro. Ocorre uma sinistra inversão de todos os valores. "Tudo é possível ao que crê", diz a Escritura (Mc 9, 23); mas o mundo diz: "Tudo é possível para quem tem dinheiro”. E, em certo sentido, todos os fatos parecem dar-lhe razão.
"O apego ao dinheiro – diz a Escritura – é a raiz de todos os males” (1 Tm 6,10). Por trás de todo o mal da nossa sociedade está o dinheiro, ou pelo menos está também o dinheiro. Esse é o Moloch de bíblica memória, ao qual foram imolados jovens e crianças (cf. Jer 32, 35), ou o deus Azteca, ao qual era preciso oferecer diariamente um certo número de corações humanos. O que está por trás do tráfico de drogas que destrói tantas vidas humanas, a exploração da prostituição, o fenômeno das várias máfias, a corrupção política, a fabricação e comercialização de armas, e até mesmo - coisa horrível de se dizer - a venda de órgãos humanos removidos das crianças? E a crise financeira que o mundo atravessou e que este país ainda está atravessando, não é, em grande parte, devida à "deplorável ganância por dinheiro", o auri sacra fames[2]de alguns poucos? Judas começou roubando um pouco de dinheiro da bolsa comum. Isso não diz nada para certos administradores do dinheiro público?
Mas sem pensar nesses modos criminosos de ganhar dinheiro, por acaso, já não é escandaloso que alguns recebam salários e pensões cem vezes maiores do que daqueles que trabalham nas suas casas, e que já levantem a voz só com a ameaça de ter que renunciar a algo, em vista de uma maior justiça social?
Nos anos 70 e 80, para explicar, na Itália, diante as imprevistas mudanças políticas, os jogos ocultos de poder, o terrorismo e os mistérios de todo tipo que atormentava a convivência civil, foi-se afirmando a ideia, quase mítica, da existência de um "grande Velho": um personagem muito sagaz e poderoso que dos bastidores teria movido as fileiras de tudo, para finalidades somente conhecidas por ele. Este "grande Velho” existe realmente, não é um mito; chama-se Dinheiro!
Como todos os ídolos, o dinheiro é "falso e mentiroso": promete a segurança e, em vez disso, a tira; promete a liberdade e, em disso, a destrói. São Francisco de Assis descreve, com uma severidade incomum, o fim de uma pessoa que viveu somente para aumentar o seu "capital". Aproxima-se a morte; chamam o sacerdote. Ele pergunta ao moribundo: “Queres o perdão de todos os teus pecados?", e ele responde que sim. E o sacerdote: “Estás preparado para satisfazer os erros cometidos com os demais?". E ele: “Não posso”. “Por que não podes?". “Porque já deixei tudo nas mãos dos meus parentes e amigos”. E assim ele morre impenitente e, apenas morto, os parentes e amigos dizem entre si: “Maldita a sua alma! Podia ganhar mais e deixar-nos, e não o fez![3]".
Quantas vezes, nestes tempos, tivemos que refletir naquele grito dirigido por Jesus ao rico da parábola que tinha acumulado muitos bens e se sentia seguro pelo resto da vida: “Tolo, esta mesma noite a tua alma te será pedida; e o que tens acumulado, de quem será?" (Lc 12, 20). "Homens colocados em cargos de responsabilidade que não sabiam mais em qual banco ou paraíso fiscal acumular os proventos da sua corrupção encontraram-se no banco dos réus, ou na cela de uma prisão, justamente quando estavam pra dizer a si mesmos: “Agora goza, minha alma”. Para quem o fizeram? Valia a pena? Fizeram realmente o bem dos filhos e da família, ou do partido, se é isso que procuravam? Ou não acabaram destruindo a si mesmos e os demais? O deus dinheiro se encarrega de punir, ele mesmo, os seus adoradores.
***
A traição de Judas continua na história e o traído é sempre ele, Jesus. Judas vendeu o chefe, os seus seguidores vendem o seu corpo, porque os pobres são membros de Cristo. “Tudo aquilo que fizestes a um só destes meus irmãos pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25, 40). Mas a traição de Judas não continua somente nos casos clamorosos aos quais me referi. Seria cômodo para nós pensar assim, mas não é assim. Ficou famosa a homilia que pronunciou numa Quinta-feira Santa o padre Primo Mazzolari sobre "Nosso irmão Judas". "Deixem, dizia aos poucos paroquianos que tinha diante, que eu pense por um momento no Judas que tenho dentro de mim, no Judas que talvez vocês também tenham dentro”.
É possível trair Jesus também por outros tipos de recompensa que não sejam as trinta moedas de prata. Trai a Cristo quem trai a própria esposa ou o próprio marido. Trai a Jesus o ministro de Deus infiel ao seu estado, ou que, em vez de apascentar o rebanho apascenta a si mesmo. Trai a Jesus quem trai a própria consciência. Posso traí-lo até mesmo eu, neste momento – e isso me faz tremer – se enquanto prego sobre Judas me preocupo pela aprovação do auditório mais do que de participar da imensa pena do Salvador. Judas tinha um atenuante que nós não temos. Ele não sabia quem era Jesus, considerava-o somente “um homem justo”; não sabia que era o Filho de Deus, nós sim. Como a cada ano, na iminência da Páscoa, quis reescutar a “Paixão segundo S. Mateus” de Bach. Há um detalhe que cada vez me faz estremecer. No anúncio da traição de Judas, ali, todos os apóstolos perguntam a Jesus: "Porventura sou eu, Senhor?"  Herr, bin ich’s?". Antes, porém, de fazer-nos ouvir a resposta de Cristo, anulando toda distância entre o evento e a sua comemoração, o compositor insere um coro que começa assim: "Sou eu, sou eu o traidor! Eu tenho que fazer penitência!”, “Ich bin’s, ich sollte büßen". Como todos os coros daquela obra, esse expressa os sentimentos do povo que escuta; é um convite também a nós, de fazermos a nossa confissão de pecado.
***
O Evangelho descreve o fim horrível de Judas: "Judas, que o havia traído, vendo que Jesus tinha sido condenado, se arrependeu, e devolveu as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: pequei, entregando-vos sangue inocente. Mas eles disseram: O que nos importa? O problema é seu. E ele, jogando as moedas no templo, partiu e foi enforcar-se” ( Mt 27 , 3-5). Mas não julguemos apressadamente. Jesus nunca abandonou a Judas e ninguém sabe onde ele caiu quando se jogou da árvore com a corda no pescoço: se nas mãos de Satanás ou naquelas de Deus. Quem pode dizer o que aconteceu na sua alma naqueles últimos instantes? "Amigo", foi a última palavra que Jesus lhe disse no horto e ele não podia tê-la esquecido, como não podia ter esquecido o seu olhar.
É verdade que, falando ao Pai dos seus discípulos, Jesus tinha falado de Judas: "Nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição" (Jo 17, 12), mas aqui, como em tantos outros casos, ele fala na perspectiva do tempo, não da eternidade. Mesmo a outra palavra terrível referida a Judas: "Seria melhor para esse homem nunca ter nascido" (Mc 14, 21 ) é explicada pela enormidade do fato, sem a necessidade de se pensar em um erro eterno. O destino eterno da criatura é um segredo inviolável de Deus. A Igreja nos garante que um homem ou uma mulher proclamados santos estão na bem-aventurança eterna; mas de ninguém a Igreja sabe com certeza que esteja no inferno.
Dante Alighieri, que, na sua Divina Comédia, coloca Judas nas profundezas do inferno, fala da conversão, no último momento, de Manfred, filho de Federico II e rei da Sicília, que todos na sua época acreditavam que tinha sido condenado excomungado. Mortalmente ferido em batalha, ele confia ao poeta que, no último momento da vida, se arrependeu chorando àquele “que voluntariamente perdoa” e que do Purgatório envia para a terra esta mensagem que vale também para nós:
Terríveis foram os meus pecados,
mas a bondade infinita com seus grandes braços
sempre acolhe aquele que se arrepende[4].
***
É a isso que deve levar-nos a história do nosso irmão Judas: a render-nos àquele que voluntariamente perdoa, a jogar-nos também nós, nos grandes braços do crucifixo. A coisa mais importante na história de Judas não é a sua traição, mas a resposta que Jesus dá a ela. Ele sabia bem o que estava amadurecendo no coração do seu discípulo; mas não o expôs, quis dar-lhe a chance até o último momento de voltar atrás, quase o protege. Sabe por que veio, mas não rejeita, no horto das oliveiras, o seu beijo gélido e até o chama de amigo (Mt 26, 50). Da mesma forma que procurou o rosto de Pedro depois de sua negação para dar-lhe o seu perdão, terá procurado também o de Judas em algum momento da sua via crucis! Quando da cruz reza: “Pais, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23 , 34), não exclui certamente deles a Judas.
Então, o que faremos, portanto, nós? Quem seguiremos, Judas ou Pedro? Pedro teve remorso pelo que ele tinha feito, mas também Judas teve remorso, tanto que gritou: "Eu traí sangue inocente!", e devolveu as trinta moedas de prata. Onde está, então, a diferença? Em apenas uma coisa: Pedro teve confiança na misericórdia de Cristo, Judas não! O maior pecado de Judas não foi ter traído Jesus, mas ter duvidado da sua misericórdia.
Se nós o imitamos, quem mais quem menos, na traição, não o imitemos nesta sua falta de confiança no perdão. Existe um sacramento no qual é possível fazer uma experiência segura da misericórdia de Cristo: o sacramento da reconciliação. Como é belo este sacramento! É doce experimentar Jesus como mestre, como Senhor, mas ainda mais doce experimentá-lo como Redentor: como aquele que te tira para fora do abismo, como Pedro do mar, que te toca, como fez com o leproso, e te diz: “Eu quero, seja curado!" (Mt 8, 3).
A confissão nos permite experimentar em nós o que a Igreja diz sobre o pecado de Adão no Exultet pascal: “Ó feliz culpa que mereceu tal Redentor!" Jesus sabe fazer de todas as culpas humanas, uma vez que nos tenhamos arrependido, “felizes culpas”, culpas que não são mais lembradas a não ser pela experiência da misericórdia e pela ternura divina da qual foram ocasião!
Tenho um desejo para mim e para todos vós, Veneráveis Padres, irmãos e irmãs: que na manhã da Páscoa possamos acordar e sentir ressoar no nosso coração as palavras de um grande convertido do nosso tempo, o poeta e dramaturgo Paul Claudel:

"Deus meu, ressuscitei e ainda estou com você!
Dormia e estava deitado como um morto na noite.
Deus disse: “Seja feita a luz” e eu despertei como se dá um grito! […]
Meu Pai, que me gerou antes da aurora,
coloco-me na tua presença.
O meu coração está livre e a minha boca está limpa, o corpo e o espírito estão de jejum.
Sou absolvido de todos os meus pecados
que confessei um por um.
O anel das núpcias está no meu dedo e o meu rosto está limpo.
Sou como um ser inocente na graça
Que tu me concedestes[5].
Isso é o que nos pode fazer a Páscoa de Cristo.

[Tradução do original italiano por Thácio Siqueira / ZENIT]
[1] W. Shakespeare, Timão de Atenas, ato IV, sc. 3.
[2] Virgílio, Eneida, 3. 56-57
[3] Cf. S. Francisco, Carta a todos os fieis 12 (Fontes Franciscanas, 205).
[4] Purgatório, III, 118-123.

[5] P. Claudel, Prière pour le Dimanche matin, in  Œuvres poétiques, Gallimard, Paris, 1967,  p. 377.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A conversão de Barrabás

Um olhar mudou a vida do ator Pietro Sarubbi, que interpretou o papel de bandido no filme 'A Paixão de Cristo' de Mel Gibson
Por Redacao
ROMA, 17 de Abril de 2014 (Zenit.org) - Sendo somente um adolescente, Pietro Sarubbi fugiu de casa e se juntou a uma companhia de circo. Em seguida, continuou a viajar pelo mundo, acreditando que em algum lugar poderia preencher o vazio espiritual que o afligia. Entre viagens e viagens continuava sua carreira de ator que tinha começado aos 18 anos trabalhando em peças de teatro, comerciais e cinema italiano independente. Especializou-se no gênero da comédia, mas sempre sentia uma leve sensação de fracasso, porque o seu desejo era o de dirigir.
Em 2001, Hollywood parecia sorrir para ele com um papel coadjuvante no filme "Capitão Corelli", mas o vazio existencial nunca o abandonou. Meses depois o telefone tocou com uma oferta para colaborar com Mel Gibson. Pensou que seria em um filme de ação, mas foi surpreendido ao saber que o filme narraria a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Nunca imaginou que poderia atuar em uma representação da paixão de Cristo, porque naquele momento estava muito longe da Igreja. Queria encarnar o apóstolo Pedro. Não por algo espiritual, mas porque pagavam melhor por dia de trabalho. Portanto, não escondeu sua decepção quando o diretor disse que o procurava para interpretar a Barrabás.
Poucos dias antes de filmar a cena, teve uma conversa com Mel Gibson, que quis dar-lhe mais detalhes sobre o personagem. Para o cineasta, Barrabás não era simplesmente um bandido que pertencia ao grupo dos Zelotes . Foi preso por muitos anos, foi torturado e levado ao limite. Em seguida, Gibson disse um detalhe que tocou profundamente Sarubbi: Barrabás começou a se converter em um animal sem palavras, que se expressava com o olhar. Por isso escolheu o ator italiano.
Depois de investigar, achou que ele parecia encarnar bem esse animal selvagem e, ao mesmo tempo, refugiar no fundo do seu coração o olhar de um homem bom.
Uma vez no set, Sarubbi ficou absorto contemplando por uns momentos o seu colega Jim Caviezel, que interpretava Jesus. Faltavam poucos minutos para gravar a cena onde o povo perdoava Barrabás e condenava o Messias. Surpreendentemente, o ator e Barrabás se transformaram numa só pessoa. A cena avançou e ele já não atuava, vivia, vibrava com os acontecimentos. “Nõ, a esse não! Barrabás!’ Os gritos da multidão tinham alcançado o seu objetivo. Estava livre!
Inflado pela sua boa fortuna, olhava ironicamente para as autoridades e, em seguida, para a multidão. E, finalmente, descendo as escadas, seu olhar se encontrou com o de Jesus. "Foi um grande impacto. Senti como se tivesse uma corrente elétrica entre nós. Eu via o próprio Jesus", diz Pietro Sarubbi. A partir daquele momento, diz ele, tudo em sua vida mudou. Aquela paz que eu tinha procurado por anos, finalmente tinha invadido sua alma.
"Ao olhar nos meus olhos, seus olhos não tinham ódio ou ressentimento, apenas misericórdia e amor". O ator italiano relata assim a sua fulminante conversão no livro "Da Barabba a Gesù - Convertito da uno sguardo" (De Barrabás a Jesus, convertido por um olhar). No texto, Sarubbi também explica como o dom da fé abarca agora todas as facetas da sua vida. E o livro conclui com sua exegese pessoal da história bíblica, onde o ator mostra a razão da sua gratidão com aquele personagem, Barrabás, que ele tinha se resistido a encarnar: "Ele é o homem que Jesus salvou da cruz. É ele que representa toda a humanidade".

[Trad.TS]

Francisco: o lavatório dos pés é uma herança que Jesus nos deixa

O Santo Padre lavou e beijou os pés de doze pacientes de um centro romano para portadores de deficiências
Por Rocio Lancho García

ROMA, 17 de Abril de 2014 (Zenit.org) - Nesta Quinta-Feira Santa, o Santo Padre lavou os pés de doze pessoas que sofrem de diversos tipos de deficiências e necessidades especiais. O lugar escolhido pelo papa foi o Centro Santa Maria da Providência, da Fundação Dom Carlo Gnocchi, onde ele celebrou, às 17h30 de Roma, a missa “in Coena Domini”, que rememora a Última Ceia e o gesto de Jesus de lavar os pés dos doze apóstolos. Ainda como cardeal, Bergoglio já tinha o costume de celebrar a missa da Quinta-Feira Santa em algum presídio, hospital ou residência para pobres e marginalizados.
Uma multidão de fiéis recebeu Francisco com entusiasmo na entrada da igreja. Ele parou para conversar um pouco e abençoá-los. Dentro da igreja, o papa saudou as pessoas que estavam de ambos os lados do corredor central. Na celebração, participaram os pacientes acompanhados pelos familiares, trabalhadores, voluntários e os profissionais responsáveis pelo centro. A celebração foi animada por violões e instrumentos de percussão, além do coro, do qual fazem parte alguns dos pacientes.
Numa breve e improvisada homilia, o Santo Padre falou do gesto de Jesus de lavar os pés como uma herança que Ele nos deixou. Francisco recordou que Jesus "é Deus e se fez servo, servidor nosso, e esta é a herança". "Vocês também devem ser servidores uns dos outros".
Jesus, disse o papa, "trilhou este caminho por amor. Vocês também devem se amar e ser servidores no amor". O gesto de lavar os pés "é simbólico: era feito pelos escravos". Jesus "faz um trabalho de servo e deixa isso como herança para nós". Por isso, "temos que ser servidores uns dos outros" e pensar "no amor que Jesus nos pede para ter pelos outros, no quanto podemos servir melhor às outras pessoas".
O Santo Padre se aproximou então dos doze pacientes deficientes, ajoelhou-se e, com ternura, verteu água em um pé de cada um deles e os lavou, secou e beijou.
Os doze pacientes do Centro da Fundação Dom Gnocchi que participaram do lava-pés têm de 16 a 86 anos. Alguns apresentam deficiências temporárias e outros crônicas. Entre eles, 9 são de nacionalidade italiana e 3 estrangeiros, um deles de religião muçulmana.
Ao terminar a eucaristia, o Santo Padre levou as formas consagradas até o sacrário e rezou durante alguns instantes.

O primeiro papa que visitou a Fundação Dom Gnochhi foi Paulo VI, em 1963. Também esteve ali João Paulo II, em 1990. No Vaticano e em Castel Gandolfo, Pio XII, João XXIII e Bento XVI receberam delegações e grupos da fundação em diversas ocasiões.

O papa na missa crismal: a disponibilidade do sacerdote abre as portas da Igreja

Na homilia desta quinta-feira, Francisco fala da alegria do sacerdócio: ela unge, é incorruptível e é missionária
Por Rocio Lancho García

CIDADE DO VATICANO, 17 de Abril de 2014 (Zenit.org) - O Santo Padre chegou por volta das 9h30 desta manhã à Basílica de São Pedro para presidir a missa crismal, concelebrada por cardeais, bispos e padres diocesanos e religiosos presentes em Roma. O branco das albas sacerdotais resplandecia nas primeiras filas da basílica.
Durante a celebração, os sacerdotes renovaram as promessas feitas no momento da sagrada ordenação. Foram abençoados, em varias ânforas, o óleo dos enfermos, o óleo dos catecúmenos e o crisma.
A missa crismal é uma liturgia celebrada neste dia em todas as igrejas catedrais do mundo. Foi a segunda vez que Francisco a celebrou na Basílica Vaticana desde que foi eleito sucessor de Pedro.
Na homilia, o papa ressaltou a alegria de ser sacerdote. "A alegria do sacerdote é um bem precioso não só para ele, mas também para todo o povo fiel de Deus: esse povo fiel do meio do qual o sacerdote é chamado para ser ungido e para o qual é enviado para ungir".
Francisco recordou que "o sacerdote é o mais pobre dos homens se Jesus não o enriquece com a sua pobreza; o mais inútil dos servos se Jesus não o chama de amigo; o mais néscio dos homens se Jesus não o instrui pacientemente como fez com Pedro; o mais indefeso dos cristãos se o Bom Pastor não o fortalece em meio ao rebanho".
O Santo Padre indicou três traços significativos da alegria sacerdotal. A alegria que unge: "ela penetrou no íntimo do nosso coração, o configurou e o fortaleceu sacramentalmente"; a alegria incorruptível: "a integridade do Dom, ao qual ninguém pode subtrair nem agregar nada, é fonte incessante de alegria"; e a alegria missionária: "a unção é para ungir o santo povo fiel de Deus: para batizar e confirmar, para curar e consagrar, para abençoar, para consolar e evangelizar".
O papa disse ainda que, mesmo nos momentos de tristeza, "em que tudo parece escurecer e a vertigem do isolamento nos seduz, nesses momentos apáticos e cabisbaixos que às vezes nos assaltam na vida sacerdotal", e pelos quais “eu também passei”, disse Francisco, mesmo nesses momentos "o povo de Deus é capaz de conservar a alegria, é capaz de proteger você, de abraçar você, de ajudar você a abrir o coração e a reencontrar uma renovada alegria".
Por outro lado, o pontífice recordou que a alegria é guardada pelo rebanho e por três “irmãs” que a acompanham e defendem: a irmã pobreza, a irmã fidelidade e a irmã obediência.
"Muitos, ao falar de crise de identidade sacerdotal, não percebem que a identidade pressupõe a pertença. Não há identidade, nem alegria de ser, sem a pertença ativa e comprometida ao povo fiel de Deus". Do mesmo modo, destacou o papa, "se você não sair de si mesmo, o óleo se torna azedo e a unção não pode ser fecunda. Sair de si mesmo implica despojamento de si, implica pobreza".
Francisco falou então da irmã fidelidade: "Os filhos espirituais que nosso Senhor dá para cada sacerdote" são como a “Esposa” predileta e única amada, a quem ele é renovadamente fiel.
Da obediência a Deus e à Igreja, o papa falou matizando que "a disponibilidade do sacerdote faz da Igreja uma casa de portas abertas, refúgio de pecadores, lar para quem vive na rua, casa de bondade para os enfermos, acampamento para os jovens, sala de aula para a catequese dos pequenos da primeira comunhão...".
Ao terminar a homilia, mais longa que o habitual, Francisco pediu para que o Senhor Jesus "faça muitos jovens descobrirem o ardor do coração"; "que Ele cuide do brilho alegre nos olhos dos recém-ordenados, que querem abraçar o mundo todo"; "que Ele confirme a alegria sacerdotal dos que já têm vários anos de ministério" e "que resplandeça a alegria dos sacerdotes idosos, estejam sãos ou doentes".
Ao encerrar a eucaristia, o Santo Padre foi rezar diante da imagem de Maria.

Com esta solene eucaristia na Basílica de São Pedro, acompanhada pelas vozes do coro da Capela Sistina e com a multidão de fiéis que foram participar, começou no Vaticano o Tríduo Pascal.

O Rabino de Roma felicita o Papa pela Páscoa

Di Segni, também fala da canonização de João XXIII e João Paulo II, "dois grandes papas"
Por Redacao
ROMA, 17 de Abril de 2014 (Zenit.org) - O rabino de Roma, Riccardo Di Segni, enviou suas felicitações ao Papa Francisco, por ocasião da Páscoa, retornando assim a mensagem enviada recentemente pelo Pontífice para a Páscoa judaica.
Além do mais, indica que "a antiga festa da primavera, à qual nossas tradições acrescentaram significados históricos e religiosos, é estímulo para a renovação e para a reflexão sobre a nossa tarefa neste mundo”. Na mensagem do Rabino é possível ler que “a frequente coincidência das nossas festas nestes dias é, na nossa geração, uma lembrança dos valores comuns e compartilhados, em primeiro lugar a fé na presença divina na nossa história que promove a libertação do homem da opressão e compromete os homens nesta tarefa”.
Depois, referindo-se à próxima canonização de João XXIII e João Paulo II, a quem o rabino define como "dois grande Papa que mudaram positivamente a história das relações da Igreja com o Judaísmo, e isso é um sinal para todos de esperança”. Além disso, e para terminar, Di Segni recorda a iminente visita do Papa Francisco à Terra Santa: “nossa oração é que possa contribuir significativamente para uma paz política e religiosa".

[Trad.TS]

Bergoglio: Wojtyla nos ensinou a sofrer e a morrer, isso é heróico

Declaração de 2005 do Cardeal Bergoglio para a causa de beatificação e canonização de João Paulo II
Por Redacao
ROMA, 17 de Abril de 2014 (Zenit.org) - "Deponho por ciência direta e, portanto, abordarei qual tem sido a minha experiência pessoal do Servo de Deus João Paulo II". Com estas palavras começa a declaração de 2005, que o Papa Francisco, então arcebispo de Buenos Aires, deu para o processo romano de beatificação e canonização de João Paulo II e publicada hoje pelo jornal italiano Avvenire.
A investigação diocesana, que começou em 2005, poucos meses após a morte do papa polonês, foi fechada dois anos depois, em 2 de abril de 2007. E no processo, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio foi chamado para testemunhar no tribunal da diocese de Roma no início do processo, no outono de 2005. De fato, trata-se do segundo dos testemunhos na lista dos textos interrogados. O interrogatório segue a prática de um formulário estabelecido que prevê perguntas sobre o conhecimento pessoal do Servo de Deus, sobre a sua vida, o exercício das virtudes teologais e cardeais, sobre a piedade e a sua fama de santidade em vida, em morte e post mortem.
Bergoglio narra como conheceu ao Papa Wojtyla: "Conheci pessoalmente a João Paulo II, em dezembro do ano em que o cardeal Martini foi nomeado arcebispo de Milão. Tenho esta referência porque não lembro exatamente o ano. Nessa circunstância rezei o Terço guiado pelo Servo de Deus e tive a clara impressão de que ele ‘rezava a sério’”. Fala também de um segundo encontro com o Papa em 1986-87, “por ocasião da segunda viagem que fez na Argentina, e o núncio quis que encontrasse o Servo de Deus na nunciatura com um grupo de cristãos de várias denominações. Tive uma breve conversa com o Santo Padre e, particularmente, me tocou desta vez, o seu olhar, que era um bom homem".
O terceiro encontro aconteceu em 1994, “quando era bispo auxiliar de Buenos Aires e fui escolhido pela Conferência Episcopal Argentina para participar do Sínodo dos Bispos sobre a Vida Consagrada, que aconteceu em Roma. Tive a alegria de almoçar com ele, junto com um grupo de prelados. Gostei muito da sua afabilidade, cordialidade e capacidade de escutar a cada um”.
E assim vai narrando outros encontros, onde “tive a oportunidade de apreciar mais ainda a sua grande capacidade de escuta em relação aos outros”. E acrescenta que “nos colóquios pessoais que mantive ao longo do tempo com o Servo de Deus, tive confirmação do seu desejo de escutar o interlocutor sem fazer perguntas, alguma vez ao final, e especialmente demonstrava claramente não ter nenhum preconceito”.
O então cardeal de Buenos Aires, continua explicando que outro aspecto que sempre o comoveu do Santo Padre “era a sua memória, diria quase sem limites, porque lembrava lugares, pessoas, situações das que tinha sabido também durante as viagens, sinal de que prestava a máxima atenção em cada circunstância e especialmente nas situações das pessoas que encontrava”. Bergoglio narra um episódio especial em que experimentou isso: "ele não perdia tempo normalmente, mas gastava bastante tempo quando, por exemplo, recebia os bispos. Posso dizer isso porque como bispo de Buenos Aires tive encontros pessoais privados com o Servo de Deus, e eu, sendo um pouco tímido e reservado, pelo menos em uma ocasião, depois de ter falado das coisas que eram objeto dessa audiência, fiz o gesto de levantar-me para não fazê-lo perder tempo, como eu imaginava, mas ele me segurou por um braço, me convidou a sentar-me novamente e me disse: não, não, não! Fique’, para continuar a conversar”.
Da mesma forma relembra sua maneira particular de se preparar para a celebração eucarística. "Ele estava ajoelhado em sua capela privada em oração e vi que de vez em quando lia algo numa folha que tinha diante e apoiava a testa nas mãos e estava claro que rezava com muita intensidade por isso que, acho que era uma intenção que ele tinha escrito nessa folha, depois relia alguma outra coisa na mesma folha e retomava a atitude de oração e assim sucessivamente até terminar, então se levantava para colocar-se os paramentos”, explica Bergoglio.
No que diz respeito à vida do Servo de Deus, o cardeal de Buenos Aires acrescenta que "no que se refere ao último período de sua vida é sabido por todos, até porque eles não colocaram limites aos meios de comunicação e de informação, como ele soube aceitar as próprias doenças e sublimá-las colocando-as no seu plano de realizar a vontade de Deus”. Da mesma forma salienta que “João Paulo II nos ensinou, não escondendo nada aos outros, a sofrer e a morrer, e isso, na minha opinião, é heroico”.
Em seguida, o então papa Francisco expressa a sua opinião sobre as virtudes e a piedade do papa polonês. "Nas breves lembranças que narrei anteriormente sobre o meu conhecimento do Servo de Deus, referi instintivamente as minhas impressões sobre as várias circunstâncias, destacando substancialmente o exercício das virtudes humanas e cristãs por sua parte. Não se esquece a sua particular devoção à Nossa Senhora, que tenho que dizer que influenciou também a minha piedade”.
Para concluir, o cardeal Bergoglio refere-se à sua fama de santidade, onde afirma que “não tenho conhecimento de dons particulares, dons carismáticos, de fatos sobrenaturais ou fenômenos extraordinários do Servo de Deus em vida. Eu sempre considerei a João Paulo II um homem de Deus em vida a, dessa forma, a maior parte das pessoas que de alguma forma estavam em contato com ele”. E finalizava o purpurado de Buenos Aires: “sua morte, como já disse, tem sido heroica e esta percepção, acho que é universal, basta pensar nas manifestações de carinho e veneração dos fiéis" e observa que "depois da sua morte a fama de santidade se confirmou pela decisão do Santo Padre Bento XVI de remover a espera dos cinco anos prescrita pelas normas canônicas, permitindo início imediato de sua causa de canonização. Outro sinal é a contínua peregrinação ao túmulo, de pessoas de todas as classes sociais e de todas as religiões”.

[Trad.TS]

A alegria da vida consagrada testemunhada como sinal profético

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Dentre os Ministérios que atuam na Renovação Carismática Católica no Brasil, está o serviço direcionado para mulheres religiosas e consagradas, que com muita alegria procuram reafirmar seus votos e vocação à congregação em que servem. Busca esta animada pela espiritualidade da RCC e impulsionada pela experiência com o Espírito Santo.
O Ministério para Religiosas e Consagradas procura ajudar essas irmãs que vivem totalmente entregues a Deus a manter acesa a chama do dom que receberam na consagração. Outro objetivo deste braço da RCC é contribuir para que a consagração feita às congregações e ordens seja vivida de forma plena, considerando sempre a realidade vivida pelos seus membros.
Além da missão específica de cada vocação, o Ministério convida as irmãs que se tornem difusoras da Cultura de Pentecostes em meio à vida consagrada e religiosa. Elas também são chamadas a promover a cultura do encontro em meio a vivência fraterna e a comunhão entre os diversos carismas existentes na Igreja. O Ministério ainda possui sua missão dentro da Renovação Carismática Católica, buscando testemunhar a alegria da vida consagrada, sendo assim um sinal profético e fermento de renovação para o Movimento, mas também para a Igreja e para o mundo.
Toda esta missão do Ministério é confirmada pelo trecho do documento Vita Consecrata: “A vida guiada pelo Espírito Santo nos leva a um caminho ininterrupto de purificação, tornando-nos pessoas ‘cristoformes’ prolongando na história uma especial presença do Senhor Ressuscitado”.
Envoltas pela espiritualidade da RCC, as religiosas e consagradas procuram “viver no cenáculo”. Essa permanente busca pela vivência e atualização de Pentecostes, a elas, é animada pela frase de beata Elena Guerra: “Retornemos ao Espírito Santo para que o Espírito retorne em nós”.
Como referências para as mulheres membros deste serviço carismático estão a apóstola do Espírito Santo, a Beata Elena Guerra, e Maria, virgem e mãe do Cenáculo. A coordenadora nacional do Ministério para as Religiosas e Consagradas, Irmã Viviane do Sagrado Coração de Jesus Sacerdote, fala sobre a importância destes dois exemplos de santidade:
“Apresentamos a Virgem Maria, Senhora do Cenáculo e de Pentecostes, como modelo para nossa vida consagrada no Espírito e nosso Ministério, juntamente com a Beata Elena Guerra, que tanto lutou, sofreu, se entregou para ver em nossos tempos o retorno dos fiéis ao Espírito Santo. A esta pequena grande mulher, Elena Guerra, confiamos o nosso Ministério, para que nos ensine a semear e cultivar a Cultura de Pentecostes onde estivermos; e amar e fazer o Espírito Santo, divino Amor, mais conhecido, amado e invocado. A Ele, divino Paráclito, o Amor do Pai e do Filho, nosso louvor, adoração, honra e glória! Amém”.
Retiro para Religiosas
De 30 de abril a 01 de maio acontecerá o Retiro para Religiosas, encontro organizado pelo Ministério para as Religiosas e Consagradas da RCC do Brasil. Fique atento ao nosso Portal para novas informações.
Conheça mais sobre o Ministério assistindo ao vídeo apresentado no Encontro Nacional de Formação 2014 no workshop para Religiosas e Consagradas, clicando aqui.
Fonte: Ministério para Religiosas RCC do Brasil

http://www.rccbrasil.org.br/institucional/index.php/artigos/936-a-alegria-da-vida-consagrada-testemunhada-como-sinal-profetico

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O Papa Bento XVI celebra 87 anos, Francisco telefona para parabeniza-lo

É o segundo aniversário do Papa emérito depois da renúncia. Papa Francisco assegurou-lhe que tinha orado por ele durante a Santa Missa
Por Redacao
ROMA, 16 de Abril de 2014 (Zenit.org) - A ligação entre os dois Papas, reinante e emérito, ocorreu hoje através do cabo telefônico. No aniversário de 87 anos do Papa Bento XVI, de fato, o Papa Francisco chamou-o para cumprimentá-lo assegurando-lhe de ter orado por ele de maneira especial esta manhã na celebração da Santa Missa.
Conforme anunciado pela Assessoria de Imprensa do Vaticano, o Papa emérito decidiu passar o dia do seu aniversário no habitual clima de meditação e oração, próprio da Semana Santa, sem formas especiais de celebração.
Joseph Ratzinger nasceu no dia 16 de abril de 1927 em Marktl am Inn, uma pequena cidade da Baviera, está vivendo o seu segundo aniversário após a renúncia. Até no ano passado, quando ele ainda estava em Castel Gandolfo, recebeu um telefonema do Papa Francisco, que já o tinha recordado durante a Missa diária celebrada na Casa Santa Marta. “O Senhor esteja com ele, conforte-o e lhe dê muito conforto”, tinha dito o pontífice.
É precisamente na residência de Castel Gandolfo que, no dia 23 de março de 2013, pela primeira vez se encontraram o Papa Francisco e o Papa Bento XVI. Os dois, depois do histórico abraço, ajoelharam-se em oração diante de uma imagem de Nossa Senhora de Czestochowa.
Depois do 2 de maio de 2013, terminado período passado em Castel Gandolfo, Bento XVI foi morar no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano. Desde essa data, tem aparecido em público duas vezes: 5 de julho, por ocasião da inauguração de uma estátua de São Miguel Arcanjo nos jardins do Vaticano, e 22 de Fevereiro deste ano, quando, a convite de Francisco, participou do primeiro consistório para a criação de novos cardeais.

[Trad.TS]

A carícia do Papa para o mundo do sofrimento

As doze pessoas com deficiência às quais o Santo Padre lavará os pés por ocasião da Missa in Coena Domini no Centro Santa Maria da Providência
Por Redacao
ROMA, 16 de Abril de 2014 (Zenit.org) - A carícia do Papa aos sofredores. Os doze assistidos da Fundação Don Gnocchi a quem o Santo Padre dedicará o gesto do lava-pés, por ocasião da Missa in coena domini de amanhã, quinta-feira santa, no Centro “Santa Maria ala Provvidenza” de Roma são o símbolo – cada um no seu próprio calvário de lágrimas e de dor e na própria necessidade de proximidade e esperança – das velhas e novas formas de fragilidades nas quais a comunidade cristã está chamada a reconhecer o Cristo sofredor e a dedicar atenção, solidariedade e caridade.
Os doze pacientes aos quais o papa Francisco lavará os pés são afetados por deficiências – para alguns crônica e para outros temporária – com a qual se enfrentam desde o nascimento ou desde que eram muito jovens. Com idades entre os 16 e os 86 anos (nove italianos e três estrangeiros, dos quais um de fé muçulmana), estão sofrendo de doenças de invalidez de caráter ortopédicas, neurológicas e oncológicas.
O mais novo se chama Osvaldinho e é natural de Cabo Verde, embora residindo em Roma. Em Agosto do ano passado, um mergulho banal no mar destruiu a sua adolescência. A água muito baixa e o impacto violento lhe causou um trauma vértebro-medular obrigando-o a ficar em uma cadeira de rodas.
Há também uma mulher romana, Orietta, 51 anos, atingida há dois anos pela varíola que lhe causou encefalite. Aos 3 anos, no entanto, Samuel, hoje sessenta e seis, foi atingido pela poliomielite, doença que naquela época dizimava as crianças e às quais Pe. Gnocchi se dedicou depois que tinha passado a exigência dos aleijados.
A um jovem de 19 anos chamado Marcos, proveniente da Sabaudia (LT), foi encontrado em outubro passado um tumor cerebral. Vem da província de Latina (da vila de Maendy) também Angelica, 86, que em 1988 sofreu a primeira cirurgia no quadril esquerdo, o início de um calvário que teve o último capítulo em agosto do ano passado: queda com fraturas do quadril já operado e de várias costelas .
E também Daria, 39, sofre de tetraplegia espástica neonatal; Pedro, 86 anos, que sofre de deficiência do equilíbrio e do caminhar e hipotonotrofia muscular; Gianluca, 36 anos, que desde a idade dos 14 anos passou por várias operações para meningiomas; Stefano, 49 anos, sofre de oligophrenia grave e espasticidade nos resultados de cerebropatia neonatal; Hamed, 75, muçulmano líbio, que sofreu graves danos neurológicos como resultado de um acidente de carro; Giordana, 27, da Etiópia, que sofre de tetraplegia espástica, escreve poemas e cuida com outros deficientes do Centro para a emissora web "Radio Don Gnocchi". Finalmente, Walter, de 59 anos, que sofre de síndrome de Down.

[Trad.TS]

Papa Francisco recebe centenas de cartas escritas por crianças e idosos

Entregues pelos alunos da Univ. O Pontífice lhes convidou a pensar na dor de Jesus e a agradecê-lo
Por Redacao
ROMA, 16 de Abril de 2014 (Zenit.org) - Às 10h30 de hoje, cerca de 3.000 jovens, que participam na 47 ª edição do encontro Univ se reuniram na Praça de São Pedro, na audiência geral, para encontra-se com o Papa Francisco.
O Santo Padre ao final da audiência cumprimentou os alunos participantes do Congresso Internacional Univ promovido pela Prelatura pessoal do Opus Dei. Pouco antes tinha recordado: “amanhã começa o Tríduo Pascal, coração do ano litúrgico. Caros jovens, reflitam no preço de sangue que o Senhor pagou para a nossa salvação”.
Durante a audiência geral, o Papa explicou: "Nesta semana pensamos tanto na dor de Jesus e dizemos a nós mesmos: ‘Isso é por mim. Ainda que eu fosse a única pessoa no mundo, Ele o teria feito. O fez por mim’. E beijamos o Crucifixo e dizemos: ‘Por mim. Obrigado Jesus. Por mim”.
Ao final da audiência, uma delegação de universitários do Forum Univ 2014 entregou ao papa Francisco centenas de cartas escritas por pessoas anciãs e crianças órfãs de todos os cinco continentes. Os jovens, quando voltem para seus países de origem, entregarão aos idosos terços e crucifixos abençoados pelo Papa.
São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, dizia aos jovens que as intervenções humanitárias “não poderão nunca substituir a eficácia da relação direta, pessoal, com os outros: com aquele pobre do próprio bairro, com aquele doente que vive a sua dor no grande hospital; ou com aquela outra pessoa que tem necessidade de ter uma conversa amigável, uma amizade cristã para a sua solidão, uma ajuda espiritual que resolve as suas dúvidas e o seu ceticismo”.
Por esta razão, o fundador, desde o início, exortava os jovens a participar em visitas a pessoas necessitadas, para certificar-se de manter "impulsos de justiça e de caridade".
As cartas entregues ao Papa são provenientes destes encontros dos jovens: da Índia, Estados Unidos, Austrália , Canadá, Quênia , China, etc . Alguns são de Jerusalém, escritas em árabe ou francês por idosos e deficientes que residem na Home Notre Dame des Doleurs e que esperam com alegria a próxima visita de Francisco na Terra Santa.
Muitos dos remetentes pedem ao Papa uma oração pela paz e unidade no mundo. Uma mulher de 88 anos - Gloria Herráiz, da casa para os idosos El Parador de Cuenca (Espanha) - envia suas saudações em nome de seus companheiros. Adelina, 87, agradece ao Papa pelo "carinho com que nos tratam na residência” e “pela proximidade que ele sempre demonstra com os idosos".
Entre as cartas enviadas ao Papa, têm também umas quarenta de um orfanato da Colômbia e apresentam diversos tipos de cabeçalhos: "Para o papai Francisco", escreve o pequeno Daniel Caro; "Com todo o coração e afeto da Colômbia", lê-se em um escrito da pequena Valentina Carillo; "ao Señor Papa", aparece na carta de Pedro José, que começa com as palavras "Eu quero pedir-lhe para vir à Colômbia".

[Trad.TS]

Costa Rica: João Paulo II fortaleceu a vocação do serviço no país

Embaixador costarriquenho junto à Santa Sé concede entrevista sobre a fé impulsionada na Costa Rica pela beatificação do papa polonês
Por Sergio Mora
ROMA, 16 de Abril de 2014 (Zenit.org) - A Costa Rica está vivendo a canonização de João Paulo II como uma grande festa nacional, já que foi uma costarriquenha a beneficiada pelo milagre que levará o papa Wojtyla aos altares. Várias centenas de peregrinos do pequeno país centro-americano irão a Roma para o evento. A embaixada da Costa Rica perante a Santa Sé preparou uma série de atividades, como nos conta o embaixador Fernando Sánchez Campos. O diplomata afirma que o santo polonês revitalizou na população da Costa Rica o desejo de não ficar de fora da história, de se transformar em testemunhas e em agentes do futuro no país e na comunidade dos países centro-americanos.
Confira a entrevista.

Como a Costa Rica está vivendo a canonização de João Paulo II?
Sánchez: É uma grande festa nacional. De alguma forma, como na primeira e única viagem que um papa fez à Costa Rica, João Paulo II está levantando de novo o ânimo nacional. Muitos jovens descobriram uma vocação ao serviço. A Costa Rica entende que tem um papel importante na pacificação da América Central, que ela não pode se fechar em si mesma. Agora, com este milagre, o ânimo nacional se reergueu. A fé na Costa Rica está viva, madura, e o povo se sente orgulhoso dela. O país foi privilegiado novamente por João Paulo II. Ele foi o único papa que nos visitou e agora escolheu uma costarriquenha para o milagre que o levará aos altares.

Desde quando vem acontecendo tudo isso com os costarriquenhos?
Sánchez: Desde as primeiras especulações [sobre a canonização]. A Sra. Floribeht Mora, com quem eu falei algumas vezes, já está sentindo um pouco do peso desse interesse todo que ela ocasionou e de ter se tornado uma porta-voz do nosso país no mundo, por conta do que aconteceu com ela. E nós, na embaixada, estamos muito ocupados, porque, obviamente, se a canonização de João XXIII e João Paulo II já implicaria muito trabalho por causa da vinda de tantos costarriquenhos, agora que o milagre aconteceu na Costa Rica, mais ainda.

Quais são as atividades preparadas?
Os eventos organizados pela Costa Rica terminam com a canonização?
Sánchez: Não. Depois da canonização, nos dias 27, 28 e 29, nós vamos a San Giovanni Rotondo. Por quê? Porque na Costa Rica existe uma grande devoção pelo padre Pio e por João Paulo II. E já que os dois santos eram amigos e João Paulo II foi duas vezes a Monte Rotondo, a Sra. Floribeth quis unir os dois santos que despertam mais fé em nosso país e dar o testemunho dela e rezar diante do túmulo do padre Pio.  Ela quer visitar também a Casa Alívio do Sofrimento, com a qual a Costa Rica acaba de firmar um convênio. Enfim, tudo tem relações formais importantes entre o país e a Santa Sé.

O senhor comentou que os atuais dirigentes da Costa Rica foram muito influenciados por João Paulo II...

Sánchez: Sim, foi muito interessante que, a partir do anúncio do milagre, muita gente começou a se lembrar, a comentar “onde é que eu estava quando João Paulo II visitou o país”. E foi muito importante escutar testemunhos de atuais dirigentes do país, dirigentes econômicos, políticos, dos meios de comunicação social, que, naquela visita, fossem jovens ou crianças, membros do coral ou das pastorais sociais juvenis, estavam todos lá, no Estádio Nacional. E todos eles sentiram uma grande vocação de serviço ao escutar João Paulo II, que pedia para todos nós construirmos a civilização do amor.

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